Rio Branco, Acre - sábado, 23 maio, 2026

Homem acusado de homicídio em 1998 é preso no Acre após quase 30 anos usando identidade falsa

Foto: PCAC

Um homem de 48 anos, investigado por um homicídio ocorrido há quase três décadas em Rio Branco, foi preso na última sexta-feira (22) no município de Capixaba, após uma investigação da Polícia Civil do Acre revelar que ele utilizava uma identidade falsa para fugir da Justiça desde o fim dos anos 1990.

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito é apontado como autor da morte do adolescente Toni Guedes da Silva, de 15 anos, assassinado a golpes de faca no bairro Preventório, em abril de 1998. Desde a época do crime, o investigado permanecia foragido e era conhecido pelos apelidos de “Moído” e “Marquinhos”.

A prisão ocorreu após uma série de levantamentos feitos por investigadores durante consultas ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), onde foi localizado um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco no ano de 2020.

Durante as diligências, os policiais perceberam inconsistências envolvendo um suposto irmão do investigado, cuja documentação teria sido criada oficialmente apenas em 2000. Conforme a investigação, não existiam registros civis, escolares ou históricos anteriores relacionados à identidade apresentada.

Diante das suspeitas, a Polícia Civil solicitou apoio do Instituto de Identificação do Acre e da Força Nacional para análise biométrica por meio do sistema ABIS (Automated Biometric Identification System). O cruzamento de impressões digitais e reconhecimento facial confirmou que o homem utilizava uma identidade falsa criada para ocultar sua verdadeira identidade.

Após a confirmação da fraude, os investigadores descobriram que o suspeito vivia em Capixaba, onde mantinha atividades comerciais utilizando o nome falso. A polícia também identificou que ele chegou a responder judicialmente por tráfico de drogas em 2009 usando a identidade fraudulenta.

Com o avanço das investigações, equipes da DHPP passaram a monitorar os deslocamentos do suspeito. Os policiais identificaram que ele havia viajado para Rio Branco e montaram uma operação de vigilância nos acessos ao município. O homem foi interceptado no momento em que retornava para Capixaba.

Após a prisão, ele foi encaminhado à unidade policial e permanece à disposição da Justiça para responder pelo homicídio ocorrido em 1998. Além do processo relacionado ao assassinato do adolescente, o investigado também deverá responder por uso de documento falso.

A Polícia Civil considera o caso um dos mais complexos envolvendo ocultação de identidade já registrados no estado, principalmente pelo tempo em que o suspeito conseguiu permanecer fora do alcance das autoridades utilizando documentos fraudulentos.

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