Rio Branco, Acre - quarta-feira, 20 maio, 2026

Greve por tempo indeterminado é iniciada por profissionais da educação municipal de Rio Branco

Foto: Vitor Paiva

Foto: Vitor Paiva

Os profissionais da rede municipal de educação de Rio Branco iniciaram, nesta quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado em protesto contra o impasse nas negociações salariais e reivindicações da categoria. A paralisação foi confirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e pelo Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal da capital.

Mesmo com o início do movimento grevista, parte das unidades escolares continua funcionando normalmente. Segundo representantes sindicais, aproximadamente 50 escolas e creches aderiram à paralisação, enquanto outras seguem com atividades parciais ou regulares.

Além da suspensão das atividades, professores e servidores da educação realizaram uma mobilização em frente à Prefeitura de Rio Branco, na Praça da Revolução. Com faixas, discursos e cobranças direcionadas à gestão municipal, os manifestantes pediram avanços nas negociações e melhorias nas condições de trabalho.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a recomposição salarial, atualização das gratificações das equipes gestoras, melhorias na estrutura das escolas e reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

De acordo com os sindicatos, a decisão pela greve ocorreu após sucessivas tentativas de negociação sem acordo entre os trabalhadores e o Executivo municipal. Os representantes da categoria afirmam que os profissionais acumulam perdas salariais nos últimos anos e cobram reposição inflacionária.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que professores e servidores de apoio enfrentam defasagem salarial acumulada ao longo dos últimos três anos. Segundo ela, a principal pauta do movimento é a recomposição do poder de compra dos trabalhadores da educação.

A sindicalista também destacou que a categoria reivindica o cumprimento da carga horária destinada ao planejamento pedagógico, prevista na legislação educacional, além da revisão de gratificações e mudanças relacionadas à gestão democrática das escolas municipais.

Segundo Rosana, a Prefeitura de Rio Branco apresentou proposta de reajuste de 5%, mas os trabalhadores defendem um percentual maior, dividido em duas etapas, com parte do aumento sendo aplicada ainda neste ano.

“Nós já reduzimos nossa proposta e ainda assim não houve avanço suficiente. A categoria entende que é necessário um reajuste que recupere parte das perdas acumuladas”, declarou.

Os sindicatos também criticaram a possibilidade de judicialização do movimento e afirmaram que a paralisação deve continuar até que haja uma nova rodada de negociação considerada satisfatória pelos trabalhadores.

Antes da greve ser oficialmente iniciada, a categoria já havia realizado atos públicos em frente à prefeitura para pressionar a gestão municipal. As mobilizações reuniram representantes de dezenas de escolas da capital e reforçaram as cobranças relacionadas ao piso salarial do magistério e às condições de trabalho nas unidades de ensino.

Até o momento, a Prefeitura de Rio Branco ainda não divulgou posicionamento oficial sobre os impactos da greve ou sobre a possibilidade de retomada das negociações com os sindicatos da educação municipal.

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