Foto: Aline Pontes
A greve dos profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco continua nesta segunda-feira (25) e já afeta dezenas de escolas, creches e centros de educação infantil da capital acreana. O movimento foi iniciado na última semana e tem como principais reivindicações reajuste salarial, reposição inflacionária e melhorias nas condições de trabalho.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal, ao menos 51 unidades de ensino aderiram à paralisação. Apesar disso, algumas escolas seguem funcionando parcialmente.
A categoria informou que a greve permanece por tempo indeterminado até que a prefeitura apresente uma nova proposta considerada satisfatória pelos trabalhadores.
Entre os principais pontos reivindicados pelos servidores estão a atualização salarial após três anos sem reajuste, revisão das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias estruturais nas unidades escolares.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou que a gestão municipal apresentou uma proposta de reajuste de 5% aos sindicatos e destacou que o município já alcançou o limite financeiro possível dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo o gestor, servidores que atualmente recebem cerca de R$ 1,4 mil passariam a receber R$ 1.621 com os ajustes propostos pela prefeitura.
Bestene declarou ainda que a administração municipal pretende continuar dialogando com a categoria, mas não descartou recorrer à Justiça caso a paralisação permaneça sem acordo. Ele afirmou que a prefeitura também poderá encaminhar o projeto de reajuste à Câmara Municipal para apreciação dos vereadores.
De acordo com a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, os trabalhadores consideram que houve retrocesso nas negociações desde o início da greve. Segundo ela, uma proposta anteriormente discutida teria sido modificada pela gestão municipal, gerando insatisfação entre os servidores.
A dirigente sindical afirmou que mais de 70% das escolas municipais aderiram ao movimento e classificou como insuficiente a proposta apresentada pelo Executivo.
Segundo Rosana, a categoria reivindica a recomposição salarial nas tabelas dos servidores, reajuste imediato de 5% para todas as categorias e novo aumento de 5% a partir de novembro.
Ela destacou ainda que a paralisação continuará até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura.
Antes da greve ser oficialmente iniciada, os trabalhadores da educação já haviam realizado uma mobilização em frente à prefeitura no último dia 11 de maio. Na ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais da educação municipal.
O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre e reuniu representantes de dezenas de unidades escolares da capital.
