Rio Branco, Acre - sábado, 07 março, 2026

Governo federal não descarta possível seca severa no Acre em 2025

Foto Juruá em tempo

O governo federal prevê a possibilidade de uma seca crítica em 2025. O assunto foi debatido em recente reunião organizada pelo Ministério do Meio Ambiente para tratar do cenário de seca, em especial no Norte e no Centro-Oeste.

Um fator em especial eleva o risco é o acúmulo de duas temporadas consecutivas de seca no último biênio, o que é inédito na história recente do país. Para compensar esse fato e reequilibrar o solo e a vegetação, seria necessário uma quantidade de umidade maior do que o normal —mas a projeção é que o La Niña (fenômeno que traz chuvas para parte do país) seja fraco.

Por outro lado, em 2025 o Brasil não deve sofrer os efeitos do El Niño (fenômeno inverso, que reduz a precipitação) e há a expectativa que as novas legislações criadas para enfrentamento da crise climática reduzam os impactos negativos da estiagem.

Além disso, o ano de 2024 foi o mais quente de toda a história, com recorde de seca e fogo, e a tendência é que a quantidade de ondas de calor que passam pelo país aumente.

Participaram a ministra Marina Silva e representantes da Casa Civil, do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), da ANA (Agência Nacional de Águas), entre outros órgãos do governo e de fora dele.

Monitorando o Acre

o Acre está entre os estados que requer monitoramento. O número de focos de incêndio em janeiro atingiu um recorde histórico, com 33 registros, superando o recorde anterior de 24 focos em 2022.

Além disso, há uma preocupação com o impacto da estiagem sobre as bacias hidrográficas, que não se recuperaram completamente, afetando tanto a biodiversidade quanto a navegabilidade nos rios. (Com informações da Folha de SP)

Compartilhar