Foto: Agência Senado
O volume de recursos destinados a emendas parlamentares atingiu um patamar histórico em 2025. Ao longo do ano, o governo federal desembolsou R$ 31,5 bilhões para atender indicações feitas por deputados e senadores, o maior valor já pago em um único exercício no país. O montante reúne tanto emendas impositivas — de pagamento obrigatório — quanto emendas discricionárias, cujo repasse depende de decisão do Executivo.
Os dados consideram os pagamentos realizados até 31 de dezembro de 2025 e mostram que cerca de 67% das emendas empenhadas ao longo do ano foram efetivamente quitadas. Do total de aproximadamente R$ 47 bilhões empenhados, o valor pago corresponde a quase a totalidade dos R$ 48,5 bilhões autorizados após ajustes no Orçamento da União, que inicialmente previa R$ 50 bilhões para esse tipo de despesa.
As emendas parlamentares fazem parte da execução orçamentária federal e são tradicionalmente direcionadas a obras, serviços e projetos nos estados e municípios indicados pelos congressistas. Nos últimos anos, esse mecanismo passou a ocupar uma fatia cada vez maior do orçamento público, ampliando a influência do Congresso Nacional sobre a destinação direta de recursos federais.
O crescimento desse volume também tem alimentado tensões institucionais. Enquanto parlamentares defendem a ampliação e a autonomia no uso das emendas, questionamentos sobre transparência e critérios de distribuição têm provocado embates entre os Poderes, especialmente após decisões judiciais que impuseram limites e condicionantes aos repasses.
Mesmo com os ajustes feitos ao longo do ano, 2025 se encerra consolidando um novo patamar para as emendas parlamentares no país, tanto em valores autorizados quanto efetivamente pagos, reforçando o peso desse instrumento na dinâmica política e orçamentária nacional.
