Foto: Messias Apollo | Seagri
A estrutura atual da Expoacre já não comporta o crescimento do evento e tem gerado custos recorrentes ao Estado, sem reaproveitamento da montagem de um ano para o outro. A avaliação é da secretária de Agricultura, Temyllis Silva, que defendeu a criação de um espaço definitivo para feiras e exposições no Acre como solução para um modelo que, segundo ela, chegou ao limite.
Durante entrevista ao podcast Correio em Prosa, a gestora afirmou que o formato atual exige investimentos elevados a cada edição, sem retorno estrutural permanente. “Todo ano a gente investe, monta tudo, e no final perde praticamente tudo. No ano seguinte, precisa começar de novo”, disse, ao apontar o custo repetitivo como um dos principais problemas da feira.
Além da questão financeira, a secretária destacou que o espaço utilizado atualmente já não atende à demanda do evento, considerado um dos principais motores da economia local. A Expoacre reúne atividades do agronegócio, comércio, serviços e entretenimento, mas enfrenta limitações físicas para expansão. “A gente não tem mais espaço para crescer ali”, afirmou.
A tentativa de viabilizar um novo local, no entanto, entrou em impasse. Segundo Temyllis, o governo iniciou um processo técnico para aquisição de uma área com o objetivo de sediar definitivamente a feira, mas a iniciativa acabou suspensa após questionamentos jurídicos. “Quando saiu a cautelar, a gente suspendeu imediatamente”, explicou.
Com o projeto travado, o governo agora avalia alternativas para resolver a situação, enquanto mantém a realização da feira no modelo atual. “Vai ter Expoacre. Isso não está em discussão. O que a gente precisa é de um espaço que comporte o tamanho do evento”, disse.
A secretária também citou problemas de mobilidade e logística no entorno do parque atual, especialmente durante o período de realização da feira, o que reforça a necessidade de mudança. Ainda assim, reconheceu que a definição de um novo espaço depende de análise técnica e cumprimento das exigências legais.
Sem uma solução imediata, o debate sobre a estrutura da Expoacre volta ao centro das discussões no estado, envolvendo custo público, planejamento urbano e a viabilidade de manter, nos próximos anos, um modelo que exige altos investimentos anuais sem estrutura permanente.
