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Criminosos estão utilizando mensagens enviadas por WhatsApp para se passar por advogados e servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) com o objetivo de aplicar golpes envolvendo supostas vendas de imóveis vinculados ao Judiciário.
O alerta foi reforçado pelo próprio TJ-AC após a denúncia de uma mulher que relatou ter sido procurada por um homem que afirmava atuar no setor de imóveis alienados do órgão. Segundo o relato, o suspeito dizia ter acesso privilegiado a leilões e garantia preferência na aquisição de propriedades. Para concretizar a negociação, exigiu o pagamento antecipado de R$ 15 mil como entrada.
A vítima desconfiou da abordagem e denunciou o caso ao Tribunal, evitando o prejuízo.
Em nota, o TJ-AC esclareceu que o suspeito não possui qualquer vínculo com a instituição e reforçou que não realiza negociações diretas, nem solicita pagamentos antecipados por meio de PIX ou boletos bancários para liberação de valores ou aquisição de bens.
A secretária de Logística e Gestão Administrativa do órgão, Larissa Montilha, destacou que esse tipo de procedimento não existe na estrutura do Tribunal. “O Tribunal não faz negociação direta com partes interessadas e não solicita pagamentos antecipados. Ao receber esse tipo de proposta, a orientação é desconfiar imediatamente”, afirmou.
O órgão recomenda que casos semelhantes sejam comunicados à Ouvidoria do Tribunal e que as vítimas registrem boletim de ocorrência, presencialmente ou pela delegacia virtual.
Situações parecidas vêm sendo registradas em outros órgãos públicos no estado. No início deste mês, a Defensoria Pública do Estado (DPE-AC) também alertou para tentativas de fraude em que criminosos solicitavam dados pessoais e bancários de assistidos sob o pretexto de atualização cadastral.
Em janeiro de 2024, servidores de Sena Madureira denunciaram pedidos fraudulentos de depósitos para liberação de precatórios. Na ocasião, o TJ-AC também precisou emitir comunicado oficial esclarecendo que não cobra taxas para a realização de seus serviços.
Orientações à população
- As autoridades reforçam algumas medidas preventivas:
- Desconfiar de mensagens informando suposto ganho de causa ou liberação de valores;
- Não realizar pagamentos nem fornecer dados pessoais ou bancários a contatos não verificados;
- Evitar baixar aplicativos ou acessar contas bancárias a pedido de terceiros;
- Buscar atendimento presencial diretamente na sede do órgão em caso de dúvida.
O Tribunal alerta que a população deve redobrar a atenção diante do aumento de crimes praticados por meios eletrônicos e reforça que informações oficiais devem ser confirmadas exclusivamente pelos canais institucionai
