Rio Branco, Acre - sábado, 04 abril, 2026

Gladson se despede do governo com balanço da gestão e recado direto à sucessora

Foto: José Caminha/Secom

Foto: José Caminha/Secom

A saída de Gladson Cameli do comando do Acre foi marcada por um discurso de tom pessoal e carregado de prestação de contas. Diante de autoridades e da população, ele optou por uma despedida que buscou dialogar diretamente com quem acompanhou sua gestão ao longo dos últimos anos.

Sem se prender apenas a números, Gladson destacou que o eixo central do governo foi o impacto na vida das pessoas. “Nada do que fizemos foi pensando apenas em obras. Sempre foi pelas pessoas, porque são elas que dão sentido ao trabalho público”, afirmou, ao resumir a linha que, segundo ele, guiou sua administração.

Ao revisitar áreas estratégicas, o ex-governador apontou a educação como uma das frentes mais transformadas, citando desde melhorias estruturais até programas voltados à permanência dos alunos na escola. Também mencionou avanços na saúde, com ampliação de atendimentos e o uso da tecnologia para reduzir distâncias. “A gente buscou alternativas para que o acreano não precisasse sair do estado para ter acesso a especialistas”, disse.

Na segurança pública, Gladson relembrou o cenário que encontrou ao assumir o governo e afirmou que houve reforço no efetivo e na estrutura das forças policiais. Apesar disso, reconheceu que ainda há desafios importantes, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. “Esse é um problema que precisa continuar sendo prioridade”, pontuou.

O discurso também abriu espaço para obras de infraestrutura, regularização fundiária e investimentos no setor produtivo, áreas que ele considera fundamentais para o desenvolvimento do estado. Ao falar do agro, destacou crescimento da produção e avanços sanitários como elementos que reposicionam o Acre no cenário nacional.

Ao final, o tom mudou de balanço para transição. Dirigindo-se à nova governadora, Mailza Assis Cameli, Gladson deixou um recado que mistura reconhecimento e responsabilidade. “Você assume um estado em condições melhores do que recebemos lá atrás. Isso aumenta o desafio, mas também abre caminhos para avançar ainda mais”, declarou.

A fala encerra um ciclo político e abre outro, com a marca de uma gestão que busca deixar legado, mas também com cobranças que seguem em aberto — agora nas mãos de quem assume.

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