Gestores fortalecem o debate sobre o fim dos lixões e a modernização na gestão de resíduos

Bruna Giovanna/Secom

Foto: Marcos Araújo/Secom

O Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre (CINRESOAC), criado em 2023, vem ganhando protagonismo na discussão sobre a gestão dos resíduos sólidos em todo o Estado. Enquanto a capital acreana já conta com um aterro sanitário alinhado às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305), os demais municípios enfrentam o desafio crônico dos lixões.

Em reunião realizada na sexta-feira, 11, representantes de 22 municípios se reuniram para debater soluções que possam atender, de forma integrada, a problemática ambiental e sanitária decorrente do destino inadequado dos resíduos. Durante o encontro, foi anunciado que Rio Branco passará a receber os resíduos de doze municípios, consolidando sua posição de polo centralizador na administração dos resíduos do Acre.

Segundo Emerson Leão, secretário executivo do consórcio, o foco agora é identificar alternativas viáveis para os municípios que ainda enfrentam dificuldades. “Precisamos definir encaminhamentos que permitam a incorporação de tecnologias sustentáveis, como a utilização de termoplástico, para resolver a situação dos municípios isolados, como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter”, explicou Leão.

A mobilização das lideranças municipais segue intensa. A maioria dos prefeitos vão participar de uma reunião estratégica em Brasília no dia 22 deste mês. O encontro contará com a presença da bancada federal acreana, com o objetivo de articular ações junto ao Ministério do Meio Ambiente, além de viabilizar soluções que possam beneficiar os municípios ainda sem alternativas adequadas para o manejo de seus resíduos.

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que também preside o consórcio, ressaltou os avanços alcançados até o momento. “Já começam a aparecer soluções para o lixo fora de Rio Branco. Estamos ajustando as conversas e, devagarzinho, avançando rumo a um modelo sustentável de gestão de resíduos para o Acre.”, disse. E acrescentou: “acreditamos que, até o final do próximo ano, nosso Estado possa se tornar um dos poucos do Brasil a encerrar 100% as atividades dos lixões.”

A iniciativa do CINRESOAC representa um importante passo na modernização da gestão ambiental no Acre. Com foco na sustentabilidade e na melhoria das condições de saúde pública, o consórcio promete transformar o cenário dos resíduos sólidos, minimizando os impactos ambientais e sociais gerados pelos antigos lixões, especialmente nos municípios do interior do estado.

Enquanto o cronograma traçado aponta para o fim dos lixões até 2026, a articulação entre os gestores municipais e a esfera federal surge como peça-chave para efetivar mudanças significativas na política de resíduos sólidos, ressaltando a importância da cooperação intermunicipal e do apoio governamental para o avanço rumo a uma cidade mais limpa e sustentável.

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