Rio Branco, Acre - quinta-feira, 24 setembro, 2026

Geraldo Pereira defende armazéns, estradas e industrialização para fortalecer cooperativas do Acre

Pereira

Em entrevista exclusiva ao Correio OnLine, pecuarista afirma que o crescimento do setor rural depende de parceria com o Estado e os municípios

O crescimento das cooperativas rurais no Acre exige mais do que aumento da produção. Para o pecuarista Geraldo Pereira, faltam estruturas para armazenar os alimentos, estradas que permitam transportá-los durante todo o ano e condições para industrializar no próprio estado o que sai do campo. Ele falou com exclusividade ao Correio OnLine durante o encontro de integrantes do Sistema OCB/AC com o candidato ao governo Alan Rick, nesta quinta-feira (24), em Rio Branco.

“As cooperativas estão cada vez mais crescendo e precisam de apoio governamental, principalmente as do setor rural. Nós precisamos de armazéns, precisamos de silos para guardar os grãos”, afirmou. Segundo Geraldo, armazenar e secar a produção permite ao agricultor esperar uma condição melhor de venda, em vez de negociar assim que termina a colheita.

Para ele, esse planejamento depende também de estradas com tráfego garantido ao longo do ano. Sem acesso regular às propriedades, o produtor enfrenta dificuldades tanto para receber insumos quanto para escoar a safra. “O desenvolvimento do Acre passa necessariamente pelo campo, pelo desenvolvimento das atividades rurais”, disse.

Geraldo defendeu uma parceria contínua das cooperativas com o governo estadual e as prefeituras. Na avaliação dele, o setor não consegue ampliar suas atividades sem que o poder público acompanhe esse crescimento com infraestrutura e políticas de apoio. Por isso, considerou importante a presença de Alan Rick na OCB/AC para ouvir os representantes das cooperativas. “Nós precisamos que quem esteja no Palácio Rio Branco esteja comprometido com o desenvolvimento do setor rural e especialmente das cooperativas”, afirmou.

Outro ponto que o pecuarista considera urgente é manter no Acre as etapas de beneficiamento da produção. “Nós não podemos deixar nossa produção sair sem industrializar aqui. Nós não podemos estar vendendo matéria-prima”, declarou. Para Geraldo, transformar os produtos no estado significa criar oportunidades de trabalho e fazer com que uma parcela maior da renda gerada no campo permaneça na economia acreana.

Ele citou a Coopercafé, em Mâncio Lima, como exemplo do potencial de uma produção organizada em cooperativa. Geraldo afirmou que o avanço de experiências como essa depende de o Estado reconhecer o papel econômico do cooperativismo e apoiar as etapas que vêm depois da colheita. “O que produzir, industrializar no Acre para gerar emprego aqui”, resumiu.

 

Foto ac24horas

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