O Acre permanece entre os estados brasileiros classificados em nível de alerta para a circulação da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz. Apesar da classificação, o estado apresenta um cenário de estabilidade, acompanhando a tendência observada em grande parte das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 25, que abrange o período de 15 a 21 de junho (com análise consolidada divulgada no boletim mais recente), e indicam que o crescimento dos casos perdeu força em boa parte do país. Ainda assim, a circulação de vírus respiratórios segue elevada, mantendo diversos estados em situação de alerta.
Em Rio Branco, a Fiocruz também aponta incidência de SRAG em nível de alerta, mas sem indicativos de aumento sustentado dos casos no longo prazo. O comportamento difere do registrado em capitais como Manaus, Porto Alegre, Belo Horizonte e Boa Vista, onde a tendência ainda é de crescimento das hospitalizações.
Segundo o boletim, o principal agente responsável pelos casos graves continua sendo o vírus sincicial respiratório (VSR), especialmente entre crianças pequenas. Também há registros importantes de infecções provocadas pelos vírus influenza A e influenza B.
Já os casos graves relacionados à Covid-19 permanecem em patamares reduzidos em todo o país.
Nas últimas quatro semanas analisadas, o VSR respondeu pela maior parte dos diagnósticos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus, influenza A, influenza B e, em menor proporção, pelo Sars-CoV-2.
As autoridades de saúde reforçam a orientação para que pessoas com sintomas respiratórios procurem atendimento médico, especialmente crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas, grupos considerados mais vulneráveis às complicações da síndrome.
