Rio Branco, Acre - quinta-feira, 15 outubro, 2026

Filho de Márcio Bittar admite exagero, mas volta a chamar estudantes da Ufac de “vagabundos”

joao paulo bittar

João Paulo Bittar tentou esclarecer declaração feita durante ato bolsonarista em Rio Branco, mas manteve as críticas contra estudantes envolvidos em militância política

O filho do senador Márcio Bittar (PL), João Paulo Bittar, voltou a provocar controvérsia ao comentar as declarações em que chamou estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) de “vagabundos”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta quinta-feira (15), ele reconheceu ter exagerado ao generalizar a acusação, mas reafirmou o termo ao se referir a parte dos universitários.

A declaração inicial ocorreu durante um ato bolsonarista realizado em Rio Branco. Diante da repercussão, João Paulo publicou um vídeo para explicar que suas críticas não eram direcionadas a todos os alunos da instituição, mas àqueles que, segundo ele, utilizam o ambiente universitário para atividades de militância política.

“Eu acabei exagerando um pouco, dando a entender que todos os estudantes da Ufac são vagabundos. É óbvio que isso não é verdade”, afirmou.

Na sequência, porém, João Paulo voltou a utilizar a expressão e dividiu os universitários em dois grupos: aqueles que, em sua avaliação, frequentam a instituição para estudar e buscar formação profissional, e os que estariam envolvidos em atividades políticas no Diretório Central dos Estudantes (DCE).

“Tem os alunos que são estudantes, que são aqueles que querem mudar de vida, formar em Engenharia, Direito, qualquer curso que seja, e tem os outros que são alunos vagabundos, que vivem no DCE, fumando maconha, só querem saber de besteira”, declarou.

O filho do senador também acusou parte dos estudantes de utilizar recursos públicos sem cumprir suas obrigações acadêmicas. As afirmações foram feitas de maneira genérica, sem apresentação de provas ou identificação de casos específicos.

“E para vocês que não estudam, que só ficam com o dinheiro do contribuinte, não fazem absolutamente nada, vocês realmente são vagabundos mesmo”, concluiu.

Apesar de reconhecer o exagero na declaração inicial, João Paulo não retirou as acusações direcionadas aos estudantes que associa à militância universitária. O novo pronunciamento mantém a discussão sobre os limites da crítica política e o uso de expressões ofensivas contra integrantes da comunidade acadêmica.

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