Rio Branco, Acre - sexta-feira, 06 novembro, 2026

Felipe Tchê destaca aprovação da PEC da Segurança e defende integração das forças no Acre

Vereador

Vereador ressalta desafios do combate ao crime na região de fronteira e pede que Guarda Municipal de Rio Branco integre a rede de proteção às mulheres

A aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado Federal levou o vereador Felipe Tchê a defender o fortalecimento da atuação integrada contra o crime organizado no Acre. Durante pronunciamento na Câmara de Rio Branco, o parlamentar relacionou as mudanças nacionais aos desafios da região de fronteira e pediu que a implantação da Guarda Municipal contemple a proteção às mulheres.

A PEC 18/2025 foi aprovada na terça-feira (3), com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, sem votos contrários, e segue para promulgação. O texto inclui o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição e fortalece a cooperação entre União, estados e municípios, com ações conjuntas e compartilhamento de informações.

Na tribuna, o vereador destacou medidas de enfrentamento às organizações criminosas, a previsão de recursos para a segurança e a proteção às vítimas. Para ele, a articulação entre os diferentes níveis de governo deve se refletir na atuação das forças de segurança nos municípios.

“Nós vivemos numa zona limítrofe, fronteira com a Bolívia, fronteira com o Peru”, ressaltou, ao destacar os desafios do combate ao crime organizado no Acre.

Ao tratar das ações na capital, Tchê elogiou o prefeito Alysson Bestene pelo anúncio relacionado à implantação da Guarda Municipal. O vereador defendeu que a estrutura tenha atenção especial ao enfrentamento da violência contra a mulher, com presença nos bairros e atuação articulada aos serviços de atendimento às vítimas.

“A nossa violência está muito às margens, está muito marginalizada, está nos bairros, e é lá que nós devemos combatê-la”, declarou.

Entre as propostas apresentadas, o parlamentar pediu o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha e a busca de recursos para prevenção da violência e atendimento especializado. Também defendeu que a participação da corporação na rede de proteção às mulheres seja considerada desde a sua organização.

“A estrutura da polícia municipal tem que estar integrada à rede de proteção às mulheres”, afirmou.

Por fim, Tchê reforçou que a futura corporação, responsável por atuar na segurança da cidade, deve incorporar o cuidado com as mulheres entre suas prioridades e trabalhar em conjunto com os demais órgãos da rede de proteção.

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