O vereador Felipe Tchê usou a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco para defender que a crise enfrentada pelo transporte coletivo da capital não pode ser atribuída exclusivamente à atual gestão municipal. Segundo ele, o problema é histórico e se arrasta há mais de duas décadas, exigindo soluções estruturais e não apenas medidas emergenciais.
Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que o prefeito Alysson Bestene já demonstrou estar preocupado com a situação e tem buscado alternativas para enfrentar o colapso do sistema.
“A crise do transporte público de Rio Branco não nasceu faz dois meses. Ela existe há mais de 20 anos. Não podemos colocar a culpa no prefeito que assumiu a gestão há pouco tempo e que tem dado demonstrações de que quer mudar essa realidade”, declarou.
Felipe Tchê lembrou que, ainda em abril, apresentou um anteprojeto na Câmara estabelecendo diretrizes para o serviço complementar de transporte alternativo urbano e rural no município. Segundo ele, a proposta busca ampliar as opções de mobilidade para a população e contribuir para a reorganização do sistema.
O vereador também comentou a autorização concedida pela Prefeitura para a operação do táxi-lotação em Rio Branco, destacando que a medida representa uma tentativa de oferecer alternativas diante da crise vivida pelo transporte coletivo.
Ao abordar a atuação do Legislativo, Felipe afirmou que vereadores da base do prefeito não têm se omitido diante dos problemas enfrentados pelos usuários. Ele revelou que protocolou denúncias junto ao Ministério Público relacionadas ao serviço e ressaltou que o papel dos parlamentares é cobrar melhorias, independentemente da posição política.
“Nós, enquanto vereadores de base, não estamos aqui para passar a mão na cabeça de empresa nenhuma. Estamos aqui para defender a população que depende do transporte público todos os dias.”
Na avaliação do parlamentar, as principais reclamações dos usuários vão além do valor da tarifa. Segundo ele, estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), ouvidos em reuniões na Câmara, apontaram problemas como atrasos, frota insuficiente, falta de acessibilidade e a baixa qualidade do serviço prestado.
