Foto: Aline Pontes
A tradicional Feira do Peixe e da Agricultura Familiar começa nesta quarta-feira (1º), em Rio Branco, movimentando produtores locais e consumidores que mantêm o costume de consumir pescado durante a Semana Santa. A expectativa da organização é que, até a Sexta-feira Santa (3), sejam comercializadas cerca de 146 toneladas de peixe na capital acreana.
Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal de Agropecuária (Seagro), que coordena a iniciativa. Caso a projeção se confirme, o volume representará um aumento em relação ao ano passado, quando foram vendidas aproximadamente 132 toneladas de pescado, gerando uma arrecadação estimada em R$ 2 milhões.
A feira será realizada em diferentes regiões da cidade para facilitar o acesso da população. Ao todo, seis pontos de venda estarão disponíveis: a Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa), no bairro Sobral; o Mercado Francisco Assis Marinheiro, na Estação Experimental; o Mercado Elias Mansour, em galpão próximo ao antigo mercado, no Centro; a feirinha do Conjunto Universitário I; o Mercado Alfredo Cruz do Nascimento, no bairro Rui Lino; e a feira do bairro Panorama, no terminal do bairro São Francisco.
A iniciativa reúne piscicultores e agricultores familiares que encontram na data uma oportunidade de ampliar a renda. A procura por peixe costuma aumentar significativamente neste período, especialmente entre os fiéis que seguem a tradição cristã de substituir a carne vermelha por pescado durante a Semana Santa.
Presidente da Associação dos Piscicultores e Produtores do Panorama, Fred Mendes destaca que a feira também fortalece a relação direta entre produtores e consumidores. Segundo ele, a venda sem intermediários contribui para preços mais acessíveis e garante melhor remuneração para quem produz.
“É uma oportunidade de vender diretamente para o consumidor, sem atravessadores. Assim conseguimos oferecer um peixe de qualidade, com preço mais justo para quem compra e para quem produz”, afirmou.
A associação reúne atualmente 38 produtores, responsáveis por 84 tanques de criação de peixes. A produção abastece a feira e atende à demanda típica do período religioso, em que o pescado se torna um dos alimentos mais procurados pelas famílias.
