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A família do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, desaparecido desde o dia 18 de janeiro, acredita que os restos mortais encontrados nesta semana em uma área de mata em Rio Branco pertencem ao idoso. O reconhecimento inicial foi feito pelas roupas encontradas junto à ossada.
Segundo familiares, as vestimentas localizadas no local são semelhantes às que o aposentado usava no dia em que desapareceu. A confirmação preliminar foi feita após contato da família com a polícia.
Os restos mortais foram encontrados na quinta-feira (19) por um caçador em uma área de mata no Ramal Aquiles Peret, na região do bairro Jorge Lavocat, na capital acreana. O corpo estava exposto no local e não havia sinais de sepultamento.
Equipes da Polícia Civil do Acre foram acionadas e realizaram os primeiros procedimentos no local. Conforme os investigadores, junto à ossada foram encontrados uma calça jeans, uma blusa e um chapéu branco — peças semelhantes às usadas por Pedro Vilchez quando foi visto pela última vez.
Reconhecimento e exames
O filho do aposentado, Marcos Vilchez, afirmou que a identificação inicial foi feita apenas com base nas roupas. Apesar disso, exames periciais ainda serão realizados para confirmar oficialmente a identidade da vítima.
De acordo com a polícia, familiares deverão fornecer material biológico para comparação genética. O exame de DNA deve levar cerca de 90 dias para ser concluído.
Enquanto a confirmação científica não é finalizada, os restos mortais foram liberados para a família realizar o velório e o sepultamento. Por causa da grande repercussão do caso, os familiares decidiram que a cerimônia será restrita.
“Já foi confirmado para nós que pode ser ele, então decidimos fazer um velório apenas para a família”, disse Marcos Vilchez, ainda abalado.
Causa da morte ainda é investigada
O estado avançado de decomposição do corpo pode dificultar a identificação da causa da morte. Mesmo assim, a perícia deverá tentar esclarecer se o idoso morreu por causas naturais ou se houve algum tipo de violência.
O coordenador do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Pedro Paulo Buzolin, informou que os laudos periciais serão fundamentais para esclarecer as circunstâncias do caso.
Desaparecimento
Pedro Vilchez desapareceu no dia 18 de janeiro após sair de casa, no bairro onde estava hospedado com familiares em Rio Branco. Segundo parentes, ele havia dito que iria a um pequeno comércio comprar refrigerante para o almoço.
No caminho, entretanto, o idoso encontrou um genro e comentou que pretendia comprar um terreno, o que gerou preocupação entre os familiares, que passaram a procurá-lo logo depois. Desde então, ele não havia sido mais visto.
Natural de Boca do Acre, no Amazonas, o aposentado estava morando temporariamente na capital acreana desde outubro do ano passado para realizar tratamento de saúde.
