O vereador André Kamai (PT) fez um discurso contundente, na terça-feira, 22, na Câmara Municipal de Rio Branco, marcado por críticas à atual gestão municipal. Em tom firme, o parlamentar abordou temas como segurança pública, abandono da zona rural, ausência de audiências públicas no debate do PPA, e a falta de sensibilidade do prefeito Tião Bocalom com demandas da agricultura familiar.
O petista defendeu que o debate sobre segurança pública seja feito de maneira técnica, ampla e com participação da sociedade. “Não dá para ser uma opinião pessoal ou um desejo isolado. Rio Branco vive uma realidade de violência, que se agrava por falta de políticas públicas sérias e integradas. Tirar a população de rua do centro e esconder o problema não resolve nada”, afirmou.
Ao tratar das políticas públicas da zona rural, o vereador criticou o prefeito por ignorar a demanda de agricultores familiares por casas de farinha, enquanto privilegia obras de impacto duvidoso. “Enquanto produtores pedem condições mínimas para trabalhar, o prefeito devolve recurso da agricultura familiar e ainda pergunta para que serve uma casa de farinha. É falta de empatia e de prioridade”, disparou.
Kamai ironizou o discurso do prefeito que costuma exaltar sua produção rural particular como modelo de eficiência, mas, segundo ele, deixa a cidade desassistida. “Constrói suíte panorâmica na lavoura para ver o café florescer, mas ignora quem precisa de trator para plantar e estrada para escoar.”
O petista também fez duras críticas aos investimentos realizados pela Prefeitura em pavimentação e infraestrutura urbana. Segundo ele, a cidade segue com ruas esburacadas, enquanto R$ 150 milhões já foram gastos com um programa de asfaltamento que não atendeu aos bairros mais vulneráveis.
Ao abordar o Plano Plurianual (PPA) — que está sendo elaborado pelo Executivo — Kamai denunciou a falta de debate com a população. “Hoje, a única forma de participação é um formulário online. Isso é excludente e ineficaz”, pontuou.
Por fim, reforçou a urgência de que temas como segurança pública, fortalecimento da Guarda Municipal, infraestrutura rural e assistência social sejam discutidos com a população antes de serem ignorados na peça orçamentária. “Não podemos deixar o povo de fora da construção do futuro de Rio Branco. Fazer propaganda não é governar”, concluiu.
