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A ausência de medicamentos básicos e controlados nas URAPs de Rio Branco voltou a causar preocupação entre moradores de diversos bairros da capital. Nos últimos dias, a lista de itens em falta cresceu e já inclui remédios de uso contínuo, como azitromicina, albendazol, ibuprofeno, risperidona — fundamental para o tratamento de crianças autistas — além de medicamentos para diabetes, como o glicazil. Famílias relatam idas repetidas às unidades sem conseguir retirar sequer o essencial para manter seus tratamentos.
Diante das denúncias, o vereador Samir Bestene (PP) esteve na URAP da Vila Ivonete e confirmou o desabastecimento. Segundo ele, o problema deixou de ser pontual e se tornou crítico, afetando especialmente pacientes que dependem de medicações prescritas pelo SUS para condições sensíveis. “Quando a lista cresce e atinge remédios controlados, ultrapassamos o limite do aceitável. As pessoas estão voltando para casa sem tratamento”, afirmou.
Bestene anunciou que solicitará reunião da Comissão de Saúde da Câmara com o secretário municipal de Saúde, Renan Biths, para cobrar explicações e medidas imediatas. Como alternativa emergencial, o vereador propõe o uso das compras municipalizadas para permitir que pacientes retirem os medicamentos em farmácias credenciadas quando o estoque público falhar, mecanismo já adotado em outras cidades do país.
O vereador também estuda apresentar um projeto de lei para regulamentar o credenciamento excepcional de farmácias, a fim de permitir que pacientes com receita do SUS tenham acesso aos medicamentos quando houver falha no estoque público. A proposta busca assegurar que pessoas em tratamento contínuo não sejam prejudicadas por atrasos logísticos ou lapsos de abastecimento. “Interromper o tratamento de uma criança autista, de um diabético ou de qualquer pessoa vulnerável é inaceitável. A prefeitura precisa agir com urgência”, afirmou.
