Em sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, na quarta-feira, 23, o vereador Fábio Araújo (MDB) fez um pronunciamento incisivo cobrando transparência, fiscalização efetiva e respeito aos usuários do transporte coletivo da Capital. Na ocasião, ele questionou a qualidade do serviço prestado à população e desafiou a RBTrans a fiscalizar, de forma pública e técnica, a real condição da frota e dos terminais urbanos.
O parlamentar ironizou vídeos institucionais divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde e pela RBTrans, que, segundo ele, não refletem a realidade enfrentada diariamente pelos usuários do transporte coletivo. “Os vídeos parecem coisa da Europa, mas a realidade é outra. Vamos voltar para o Acre. Vamos ver como estão os terminais de verdade”, afirmou.
Fábio propôs que a Comissão de Fiscalização do Poder Legislativo acompanhe presencialmente uma vistoria no Terminal Urbano, juntamente com a RBTrans. A intenção é ouvir a população acerca do serviço ofertado. Ele chegou a apresentar um requerimento oficial, solicitando que a visita seja marcada com dia e hora definidos, com transmissão do processo e divulgação dos resultados à sociedade.
“Eu lanço aqui um desafio: vamos escolher 30 ônibus aleatórios da frota atual e verificar as condições. Se os vídeos mostram ônibus novos e modernos, queremos ver esses veículos circulando nas linhas da cidade, com ar-condicionado funcionando e com pontualidade”, provocou o vereador.
Críticas à licitação travada e ao tratamento aos motoristas
Fábio também criticou a demora na nova licitação do transporte público, que está há mais de quatro anos em tramitação, sem desfecho. Para ele, esse atraso compromete a renovação da frota, impede melhorias no serviço e penaliza motoristas e usuários. Ele lembrou que até vereadores têm sido impedidos de entrar em garagens para fiscalizar a frota — como ocorreu, segundo ele, com o vereador Pedrão.
Além disso, o parlamentar cobrou que a RBTrans também fiscalize os atrasos salariais e as condições trabalhistas dos motoristas, alegando que há recorrência de pagamentos atrasados e falta de garantias mínimas para os profissionais do setor.
“Não adianta só fazer vídeo para a TV ou redes sociais. O povo quer resultado na rua. Quer ônibus limpo, seguro, pontual e com profissionais respeitados. Fiscalização tem que ser de verdade, não de fachada”, disparou.
