Fábio Araújo critica falta de diálogo e defende participação social nas decisões do Executivo

Foto: Correio Online 

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O vereador Fábio Araújo (MDB) fez críticas a projetos do Executivo que, segundo ele, reduzem a participação popular nas decisões públicas e concentram poder em processos pouco dialogados. Em entrevista ao podcast Correio em Prosa, o parlamentar afirmou que iniciativas recentes discutidas na Câmara, como mudanças na gestão dos mercados municipais e alterações no Conselho Municipal de Saúde, revelam um modelo de decisão que afasta a população dos debates.

Para Araújo, a ausência de diálogo com quem é diretamente impactado pelas políticas públicas compromete a legitimidade das decisões. “Quando você decide sem ouvir quem vive a realidade do mercado ou da saúde pública, você erra. A população não pode ser chamada só depois que a lei já está pronta”, afirmou.

O vereador destacou que conselhos, audiências públicas e participação direta não são entraves à gestão, mas instrumentos de fortalecimento da democracia. Segundo ele, enfraquecer esses espaços significa retirar da sociedade o direito de fiscalizar e contribuir com políticas que afetam o cotidiano das pessoas. “Controle social não é obstáculo, é proteção. É isso que garante políticas melhores”, disse.

Araújo também criticou o que classificou como decisões tomadas “de cima para baixo”, sem transparência suficiente. Para ele, a pressa em aprovar projetos e a falta de escuta ampliam a desconfiança da população. “Quando tudo é feito às pressas e sem conversa, quem paga a conta depois é o cidadão”, pontuou.

Durante a entrevista, o parlamentar reforçou que participação popular não se resume a discursos ou promessas, mas exige estrutura e respeito aos espaços institucionais existentes. “Conselhos existem para funcionar. Comerciantes, usuários do SUS, moradores das comunidades precisam ser ouvidos antes, não depois”, afirmou.

Por fim, Fábio Araújo defendeu um modelo de gestão mais aberto e participativo. Segundo ele, decisões públicas precisam ser construídas com quem vive os problemas no dia a dia. “Governar sem ouvir a população é governar no escuro. E isso nunca dá certo”, concluiu.

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