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A paralisação total do transporte coletivo em Rio Branco acendeu o alerta na Câmara Municipal e levou o vereador Fábio Araújo a cobrar medidas urgentes da Prefeitura. Em discurso na tribuna, o parlamentar destacou o impacto direto da suspensão do serviço na vida da população, principalmente de trabalhadores que ficaram sem conseguir chegar aos seus empregos.
Segundo Araújo, a suspensão do processo licitatório do transporte público já era esperada. “Eu já sabia que essa licitação ia ser suspensa. Analisei o edital, fiz alguns apontamentos, mas ainda tinha esperança de que, mesmo com dificuldades, ela pudesse acontecer”, afirmou.
O vereador, no entanto, classificou como grave o cenário registrado durante o feriado, com a paralisação completa da frota. “O que vimos agora foi uma paralisação de 100% dos ônibus. Pais de família, trabalhadores, ficaram sem ter como chegar ao trabalho. Isso é inadmissível”, disse.
Outro ponto levantado pelo parlamentar foi a falta de comunicação entre o Executivo e o Legislativo. De acordo com ele, a Comissão de Transporte da Câmara não foi informada oficialmente sobre a paralisação nem sobre eventuais reuniões com a Prefeitura. “Até onde conversei nesta Casa, a comissão não foi informada nem da paralisação, nem de reunião com a Prefeitura. Isso mostra a falta de articulação”, criticou.
Durante o pronunciamento, o vereador também cobrou a realização de uma audiência pública já aprovada pela Câmara no dia 11 de março. O encontro deve reunir representantes da RBTrans, da Rico Transportes e da empresa responsável pela bilhetagem eletrônica, mas ainda não teve data definida. “Esse requerimento já foi aprovado e precisa sair do papel. É nessa Casa que o debate tem que acontecer, com transparência e responsabilidade”, afirmou.
Diante do colapso no sistema, Araújo defendeu medidas emergenciais para garantir a mobilidade urbana. “Se não tem ônibus, libera as vans para rodar. Se não tem vans, libera os táxis. Se não tem táxis, libera os aplicativos. A população não pode ficar desassistida”, declarou.
O vereador também criticou a possibilidade de novos subsídios à empresa responsável pelo serviço e sugeriu mudanças mais profundas no modelo atual. “Não me venham com conversa de subsídio. Se a empresa não quer mais, que se abra um novo chamamento para trazer uma empresa que realmente queira trabalhar em Rio Branco”, disse.
Por fim, Fábio Araújo não descartou a possibilidade de uma nova intervenção no sistema de transporte coletivo e reforçou que o Legislativo está à disposição para contribuir com soluções. “Se for preciso, vamos aprovar uma intervenção novamente. O que não pode é a população pagar o preço dessa desorganização”, concluiu.
