Foto: Chico Terra
Para centenas de famílias que vivem do extrativismo sustentável, o fim do ano costuma ser um período decisivo. É quando se fecha a conta da castanha, do açaí, da borracha, do babaçu e de outros produtos que sustentam comunidades inteiras na Amazônia. Neste cenário, a ampliação do prazo para envio de documentos do Programa Sociobio Mais representa mais do que uma medida administrativa: é a chance de não perder uma renda que faz diferença direta no cotidiano dessas populações.
A prorrogação do prazo até 16 de janeiro de 2026 atende a solicitações de produtores que enfrentaram dificuldades para concluir o processo dentro do calendário original. A decisão permite que agricultores familiares, extrativistas e povos tradicionais tenham mais tempo para registrar as informações no sistema SociobioNet e garantir o acesso ao bônus financeiro previsto pelo programa, executado pela Companhia Nacional de Abastecimento.
O benefício funciona como um complemento de renda quando o preço de venda dos produtos fica abaixo do valor de referência estipulado pela política pública. Na prática, o bônus ajuda a equilibrar as contas de quem depende da floresta em pé para sobreviver, ao mesmo tempo em que estimula a conservação ambiental e a permanência dessas famílias em seus territórios.
Apesar da ampliação do prazo para o envio da documentação, a regra para a comercialização dos produtos permanece a mesma: somente serão aceitas notas fiscais emitidas até 20 de dezembro de 2025. Ou seja, a medida não altera o período de venda, mas amplia a janela para que os produtores consigam formalizar o acesso ao recurso.
Entre os produtos contemplados pelo Sociobio Mais estão itens centrais para a economia extrativista amazônica, como castanha-do-brasil, açaí, babaçu, borracha natural, pequi e piaçava. Para as comunidades, o programa representa não apenas um incentivo financeiro, mas um reconhecimento do papel estratégico que o extrativismo sustentável exerce na proteção dos biomas brasileiros.
