Vendas externas alcançaram US$ 98,67 milhões entre janeiro e setembro; carne bovina, castanha e soja concentraram quase 79% do valor exportado
O crescimento das exportações acreanas em 2026 ainda não foi suficiente para colocar o estado à frente de seus vizinhos no comércio exterior. Entre janeiro e setembro, o Acre vendeu aproximadamente US$ 98,67 milhões ao mercado internacional, um avanço de 31,3% em relação ao mesmo período de 2025. Mesmo assim, registrou o menor valor entre os sete estados da Região Norte.
A posição aparece em levantamento divulgado pela página Amazônia Urbana, com dados atribuídos às estatísticas federais de comércio exterior. Os números do Acre também constam, em valores arredondados, no Boletim do Comércio Exterior de setembro da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).
O Pará liderou o ranking regional, com US$ 19,68 bilhões em exportações. Rondônia ficou em segundo lugar, com US$ 2,88 bilhões, seguida pelo Tocantins, com US$ 2,61 bilhões.
Na sequência aparecem Amazonas, Roraima e Amapá. Este último, imediatamente à frente do Acre, exportou US$ 116 milhões, cerca de US$ 17,33 milhões a mais.
Veja o ranking das exportações no Norte:
| Posição | Estado | Exportações de janeiro a setembro de 2026 |
| 1º Pará US$ 19,68 bilhões
| 2º Rondônia US$ 2,88 bilhões
| 3º Tocantins US$ 2,61 bilhões
| 4º Amazonas US$ 954,05 milhões
| 5º Roraima US$ 179,15 milhões
| 6º Amapá US$ 116 milhões
| 7º Acre US$ 98,67 milhões
O crescimento de 31,3% e a última posição regional medem aspectos diferentes do desempenho acreano. Enquanto a alta compara o estado com seu próprio resultado no ano anterior, o ranking considera o valor total exportado por cada unidade da Federação no mesmo período.
Assim, a expansão das vendas externas representa um avanço para o Acre, mas ocorre sobre uma base menor que a dos demais estados do Norte. A classificação também não considera o tamanho da população ou da economia de cada estado.
Três produtos concentram as vendas acreanas
Segundo o boletim da Seplan, carne bovina, castanha e soja responderam por 78,6% das exportações do Acre nos nove primeiros meses do ano. Juntos, movimentaram US$ 77,56 milhões.
A carne bovina liderou, com US$ 34,83 milhões, seguida pela castanha, com US$ 24,23 milhões, e pela soja, com US$ 18,50 milhões. A concentração evidencia o peso dessas três cadeias produtivas no desempenho comercial do estado.
Somente em setembro, as exportações acreanas somaram US$ 13,04 milhões. No acumulado do ano, o Peru foi o principal destino, com compras de US$ 29,20 milhões, seguido pela Turquia, com US$ 21,52 milhões.
Os resultados mostram duas características do comércio exterior acreano: o avanço das vendas em relação a 2025 e a participação regional ainda reduzida. A concentração em poucos produtos também indica que mudanças no desempenho dessas cadeias têm peso relevante sobre o resultado total do estado.
