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O Acre ampliou de forma significativa sua presença no mercado internacional da carne em 2025. Dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Acre (Faeac) mostram que, apenas no primeiro semestre, o estado exportou 1.124 toneladas de carne bovina, o que representou uma receita de US$ 5,05 milhões. O desempenho corresponde a um crescimento de 28,2% no volume embarcado e de 30,8% no valor movimentado em comparação ao mesmo período do ano passado.
O avanço confirma a competitividade da carne acreana, que vem conquistando espaço em mercados exigentes. O resultado positivo é atribuído à modernização dos frigoríficos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), ao fortalecimento da rastreabilidade do rebanho e às estratégias de abertura de novos destinos comerciais.
Para representantes do setor, os números indicam que o Acre começa a consolidar uma vocação exportadora que até pouco tempo era incipiente. A qualidade do produto, associada ao crescimento da demanda global por proteína animal, tem sido decisiva para esse salto. Além de gerar divisas para o estado, as exportações também impulsionam o comércio interestadual, estimulam investimentos em tecnologia e aumentam a exigência por boas práticas de manejo.
Os dados reforçam ainda a importância da pecuária na balança econômica do Acre. Se em anos anteriores a carne bovina exportada representava participação modesta no faturamento do campo, agora ela se consolida como vetor de crescimento, capaz de atrair novos investimentos e abrir portas para mercados mais sofisticados.
Apesar do resultado expressivo, especialistas alertam para os desafios que permanecem no horizonte. Questões ligadas à logística, como estradas precárias e custos de transporte, ainda reduzem a competitividade acreana em relação a estados vizinhos. A ampliação da infraestrutura e o cumprimento de padrões internacionais de sustentabilidade serão decisivos para garantir a continuidade desse crescimento nos próximos anos.
