Foto: Whidy Melo
A crise política explodiu de vez na Câmara Municipal de Rio Branco nesta terça-feira (12). O presidente da Casa, Joabe Lira, foi alvo de uma sequência de críticas públicas após exonerar assessores ligados ao vereador João Paulo Silva, que deixou temporariamente o mandato para assumir a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Acre.
A decisão provocou reação imediata entre os parlamentares e transformou a sessão em um verdadeiro campo de confronto político. Em tom duro, vereadores acusaram Joabe de quebrar acordos internos, perseguir colegas e desrespeitar alianças construídas durante a eleição da presidência da Câmara.
O vereador Neném Almeida foi um dos mais incisivos e classificou a atitude como “trairagem”, afirmando que João Paulo ajudou diretamente na eleição de Joabe para o comando da Casa.
Já Raimundo Neném acusou o atual presidente de travar os trabalhos do Legislativo e criar um ambiente de perseguição dentro da Câmara. O clima pesou ainda mais quando o vereador Marcio Mustafa disparou que Joabe estaria deixando um dos “piores legados” da história recente da Casa.
As críticas também vieram do vice-presidente da Câmara, Leôncio Castro, que afirmou ter decisões desfeitas por Joabe durante ausências da presidência. Segundo ele, o episódio expõe falta de diálogo e quebra de confiança entre os parlamentares.
No meio da turbulência, o vereador Bruno Moraes afirmou que a insatisfação contra Joabe não começou agora e acusou o presidente de “desmoralizar” o Legislativo municipal.
Após ser duramente atacado em plenário, Joabe reagiu. O presidente minimizou a dimensão da crise, dizendo que as críticas partiram de “uma pequena parte” dos vereadores, e aproveitou para rebater o ex-presidente Raimundo Neném.
Segundo Joabe, a atual gestão herdou problemas financeiros da administração anterior, incluindo dificuldades relacionadas à nova sede da Câmara e gastos considerados excessivos com viagens.
O presidente também afirmou que decidiu cortar despesas e limitar deslocamentos oficiais de vereadores. Além disso, declarou que pretende encaminhar informações aos órgãos de controle e ao Ministério Público sobre despesas da antiga gestão.
Sobre a exoneração dos indicados de João Paulo, Joabe argumentou que a mudança aconteceu porque o vereador deixou temporariamente o cargo para assumir uma secretaria no governo estadual.
