Rio Branco, Acre - domingo, 03 maio, 2026

Ex-funcionário da Ricco Transportes denuncia suposta perseguição aos trabalhadores da empresa

Foto: Whidy Melo/ac24horas
Foto: Whidy Melo/ac24horas
A Tribuna Popular da Câmara Municipal de Rio Branco, na sessão de quarta-feira, 9, trouxe a ordem do dia o possível colapso do sistema de transporte coletivo da capital acreana.

Na oportunidade, o ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes e Cargas no Acre (SINTTPAC) e ex-funcionário da empresa Ricco, Francisco Leite Marinho, relatou a realidade enfrentada por quem depende do sistema.

“Usuários e trabalhadores do sistema sofrem com a precariedade. São ônibus quebrados, frota reduzida de 160 para apenas 60 veículos em circulação diária, salários atrasados, falta de pagamento de benefícios como férias e vale-alimentação, além da ausência de um acordo coletivo de trabalho — situação que piorou nos últimos quatro anos”, disse.

A denúncia mais grave, porém, foi a de perseguição. Segundo o Francisco, funcionários têm medo de participar de reuniões ou reivindicar melhorias, pois seriam demitidos sumariamente. A instabilidade atinge não apenas os trabalhadores, mas também a população, que tem recorrido a aplicativos de transporte por falta de ônibus nos bairros, aumentando ainda mais o custo de vida dos mais pobres.

No centro das reivindicações está o pedido de uma nova licitação pública para o setor. A proposta não visa, necessariamente, a retirada da atual empresa operadora, a Rico, mas a abertura de concorrência para permitir a entrada de novas empresas no mercado. A medida é vista como forma de estimular a melhoria dos serviços e garantir segurança jurídica aos trabalhadores, que hoje vivem sem convenções coletivas e sem a mínima previsibilidade de seus direitos.

“É preciso vontade política da Prefeitura de Rio Branco para romper com o monopólio e resgatar a dignidade de um serviço essencial. A população não pode continuar refém de uma estrutura falida, nem os trabalhadores, vítimas de um sistema que pune quem ousa reivindicar. A licitação não é um luxo. É uma urgência”, frisou Francisco.

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