Rio Branco, Acre - segunda-feira, 13 julho, 2026

Estiagem faz atendimentos a incêndios mais que dobrarem no Acre em maio

Foto Cedida

Corpo de Bombeiros atendeu 257 ocorrências no mês, um aumento de 121,6% em relação a abril; período seco exige reforço na prevenção às queimadas.

O início do período de estiagem já começa a refletir no número de ocorrências de incêndio no Acre. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, mostram que o Corpo de Bombeiros atendeu 257 ocorrências em maio, mais que o dobro das 116 registradas em abril.

O aumento de 121,6% representa a maior alta mensal registrada neste ano. Entre janeiro e abril, os atendimentos permaneceram relativamente estáveis, variando entre 95 e 122 ocorrências. Em maio, no entanto, foram contabilizados 141 atendimentos a mais, indicando uma mudança no cenário com a chegada do verão amazônico.

No acumulado de janeiro a maio, o Acre soma 700 ocorrências de combate a incêndios. Desse total, 257 foram registradas somente em maio, o equivalente a cerca de 37% de todos os atendimentos realizados nos cinco primeiros meses de 2026.

Apesar da alta registrada no último mês analisado, o estado ainda apresenta redução de 6,79% no número de ocorrências em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o painel do Sinesp.

Os dados se referem aos atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar e são diferentes dos focos de calor monitorados por satélites. Enquanto os satélites identificam pontos de calor, o levantamento do Ministério da Justiça contabiliza apenas as ocorrências em que houve atuação operacional das equipes de combate ao fogo.

Com o avanço da estiagem, a tendência é de aumento das queimadas em áreas urbanas e de vegetação. Por isso, os órgãos de segurança e meio ambiente reforçam a importância de evitar queimadas irregulares, não descartar bitucas de cigarro em áreas secas e comunicar imediatamente qualquer princípio de incêndio aos órgãos responsáveis.

Essa versão muda o eixo da narrativa: em vez de abrir com “combate a incêndios dispara 122%”, abre com o impacto da estiagem, que é a causa do aumento e deixa a matéria mais contextualizada e autoral.

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