Rio Branco, Acre - quarta-feira, 04 março, 2026

Estado lidera letalidade entre acidentes de trabalho na Região Norte

Foto: Internet

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O Brasil contabilizou, no primeiro semestre de 2025, 380.376 acidentes de trabalho e 1.689 mortes, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse volume representa um aumento de quase 9% nos acidentes e de 5,63% nos óbitos em comparação ao mesmo período de 2024. A escalada preocupa autoridades e especialistas, já que estimativas apontam que acidentes de trabalho podem gerar perda de até 4% do PIB nacional ao ano, considerando custos diretos e indiretos.

No cenário regional, o Acre chama a atenção por liderar a taxa de letalidade entre os estados da Região Norte. Foram 527 acidentes registrados até junho, com nove mortes confirmadas, o que equivale a 17,08 óbitos por 100 mil trabalhadores. A taxa é proporcionalmente mais alta que a de estados como Amazonas, Pará e Rondônia, que registraram mais ocorrências em números absolutos, mas índices menores de letalidade.

O quadro evidencia fragilidades na prevenção e fiscalização de acidentes no Acre, onde setores como construção civil, transporte, saúde e agropecuária concentram a maior parte dos riscos ocupacionais. A ausência de programas contínuos de capacitação e a carência de estruturas de fiscalização agravam o cenário.

Especialistas defendem que a reversão desse quadro passa pelo fortalecimento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT) e do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Além disso, campanhas nacionais como a Canpat 2025 têm reforçado a importância da conscientização e da participação ativa de empresas, sindicatos e trabalhadores.

Embora em menor escala em números absolutos, o Acre aparece como símbolo de alerta: um estado com menor volume de ocorrências, mas que proporcionalmente apresenta a maior letalidade da região. O dado acende a necessidade de ações urgentes e coordenadas para reduzir o número de mortes, preservar vidas e evitar impactos sociais e econômicos cada vez mais severos.

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