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O Acre está entre os estados brasileiros que apresentam sinais de alerta para o aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 10, mostra crescimento nos casos antes mesmo do início oficial do outono, período que normalmente registra maior incidência de infecções respiratórias.
O aumento de casos no Acre acompanha uma tendência nacional de crescimento de SRAG, que já notificou mais de 20 mil registros em 2026, sendo 37% confirmados para algum vírus respiratório. Entre crianças menores de dois anos, o vírus sincicial respiratório (VSR) tem sido o principal responsável por hospitalizações graves, enquanto o rinovírus predomina entre crianças e adolescentes. Para jovens, adultos e idosos, a influenza A lidera os casos graves registrados.
O boletim reforça que, embora a Covid-19 ainda esteja presente, sua incidência está concentrada principalmente no Sudeste e se mantém em níveis mais baixos. Entre os vírus detectados neste ano, 41,9% dos casos positivos foram por rinovírus, 21,8% por influenza A, 14,7% por Covid-19, 13,4% por VSR e 1,5% por influenza B. Nas últimas semanas, a influenza A apresentou aumento em sua participação, respondendo por 25,4% dos casos positivos.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação. A campanha contra a influenza começa no dia 28 de março para as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, enquanto a Região Norte segue orientação nacional para imunização, especialmente dos grupos prioritários. Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos, e também existe imunização disponível para gestantes contra o VSR.
