Estado conquista espaço no boom das exportações de carne suína do Brasil

Foto: Internet

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As exportações brasileiras de carne suína atingiram 144 mil toneladas em outubro, registrando o segundo maior volume mensal da história, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa um aumento de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado e confirma o bom momento do país no mercado internacional de proteína animal.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela forte demanda das Filipinas, que importaram 46,3 mil toneladas — 21% a mais que em outubro de 2023. A alta compensou a queda nas compras da China, que recuaram 47,6%. Mesmo com oscilações regionais, o Brasil mantém posição consolidada entre os maiores exportadores mundiais, sustentado pela confiança sanitária e pela qualidade do produto.

Com esse desempenho, a receita mensal chegou a US$ 343,6 milhões, alta de 9,7% sobre o ano anterior. No acumulado de 2024, o país exportou 1,26 milhão de toneladas de carne suína, movimentando US$ 3,04 bilhões — aumentos de 12,9% e 22,7%, respectivamente. A força da suinocultura brasileira reflete um setor cada vez mais tecnológico, que gera empregos e amplia a balança comercial.

No Acre, o impacto dessa tendência já começa a ser sentido. O estado registrou em 2025 um crescimento expressivo nas exportações de carne suína, que passaram a representar 14,3% de todas as vendas externas no primeiro semestre — uma participação inédita na história local. Entre janeiro e maio de 2024, as exportações acreanas do produto já haviam crescido 569% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados oficiais do governo estadual.

O avanço é resultado de políticas de incentivo à suinocultura, ampliação de frigoríficos habilitados e fortalecimento da integração com mercados do Peru e da Ásia. Municípios como Epitaciolândia e Brasiléia concentram boa parte da produção, sustentada por pequenos e médios criadores que encontram na atividade uma alternativa sólida de renda e desenvolvimento regional.

Com a abertura de novos mercados e investimentos em genética, rastreabilidade e sanidade, o Acre se posiciona como uma nova fronteira da proteína suína amazônica. Se mantiver o ritmo atual, o estado pode se tornar um dos protagonistas do agronegócio no Norte do país — provando que desenvolvimento e sustentabilidade podem caminhar lado a lado na Amazônia.

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