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A abertura de novos mercados e a inserção do Acre no comércio exterior passam, antes de tudo, pela disseminação de informação e mudança de mentalidade entre os empresários locais. A avaliação é do secretário da Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanípal Mesquita, ao destacar a importância de iniciativas que aproximam empreendedores das oportunidades fora do país.
Segundo ele, ações realizadas em parceria com o Sebrae Acre e outras instituições têm justamente esse papel: apresentar caminhos, mostrar exemplos reais e incentivar tanto quem está começando quanto quem já possui um negócio estruturado a enxergar o mercado internacional como uma possibilidade concreta de crescimento. “O comércio exterior é uma realidade, é uma possibilidade real de saída econômica, seja para um novo negócio ou para expandir o que já existe”, afirmou.
Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, o desafio ainda é ampliar a base de empresas exportadoras e diversificar os setores envolvidos. Atualmente, o Acre conta com cerca de 45 mil empresas ativas, mas apenas 48 atuam no mercado internacional — um número que, embora ainda pequeno, já representa evolução em relação ao cenário de anos anteriores.
O potencial, segundo o secretário, é considerado alto. “O estado possui produtos competitivos e pequenas indústrias com capacidade de inserção externa, mas que ainda não acessaram esse mercado. Para mudar esse cenário, a estratégia passa pela qualificação, orientação e criação de um ambiente mais acessível ao empreendedor. Programas de capacitação, como o PEIEX, além de estruturas de apoio e consultoria, vêm sendo utilizados como porta de entrada para novos exportadores”, disse.
O gestor finaliza pontuando que a expectativa é que, “com o fortalecimento dessas iniciativas e a ampliação da cultura exportadora, mais empresas acreanas passem a enxergar o comércio exterior não como uma barreira, mas como uma oportunidade real de expansão e geração de renda”.
