Foto: Dayane Leite
Motoristas, moradores e trabalhadores que utilizam diariamente a Estrada do Quixadá, em Rio Branco, têm enfrentado dificuldades após o avanço de uma erosão que compromete parte da pista no quilômetro 2 da via. No local, metade da estrada já apresenta danos, formando uma espécie de cratera que reduz significativamente o espaço para circulação de veículos e pedestres.
A situação tem gerado preocupação entre quem depende do trecho para se deslocar diariamente. Além de dificultar o trânsito de carros e motocicletas, o problema também afeta o transporte coletivo e o transporte escolar que atende comunidades da região, aumentando o risco de acidentes.
Diante do agravamento da situação, o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, informou que a prefeitura deve adotar medidas emergenciais para garantir a segurança no local. Segundo ele, a área será isolada ainda nesta quarta-feira (8), em ação conjunta com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTrans).
De acordo com o secretário, o objetivo inicial é impedir que veículos e pedestres circulem próximo ao ponto mais afetado, evitando que o problema cause acidentes mais graves. Após o isolamento, equipes técnicas devem avaliar a extensão dos danos para definir as intervenções necessárias.
Mesmo após uma obra realizada em novembro de 2025, o trecho voltou a apresentar problemas. Conforme a Secretaria de Infraestrutura, o cenário piorou após o período de chuvas intensas registrado em março deste ano, que contribuiu para o avanço da erosão.
A prefeitura também deve solicitar que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb) realize um levantamento técnico detalhado no local. A análise deve indicar as medidas mais adequadas para a recuperação da área.
O trecho afetado havia passado por intervenção no ano passado em uma ação conjunta entre a Prefeitura de Rio Branco e o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre). Na época, o investimento ultrapassou R$ 5 milhões e tinha como objetivo resolver um problema antigo enfrentado pelos moradores da região.
Segundo informações da Secretaria de Infraestrutura, durante a execução da obra houve dificuldades operacionais, entre elas a falta de fornecimento de materiais necessários por parte da Emurb para a continuidade dos serviços realizados pelo Deracre.
A expectativa da prefeitura é que, após o período mais intenso de chuvas, novas obras de recuperação possam ser iniciadas ainda neste mês de abril para restabelecer as condições de tráfego na estrada.
