Foto: Portal Correio Online
Mais do que reduzir tempo na pulverização, os drones têm se mostrado versáteis dentro do agronegócio. Em entrevista ao Correio OnLine, Sidney Marcos explicou que os modelos atuais contam com recursos que permitem diferentes funções. “O drone pulveriza, mas também planta. Com o dispensador de sólido, é possível realizar semeadura mesmo em áreas alagadas, onde o trator não entra”, detalhou.
Essa capacidade de adaptação traz soluções para situações antes vistas como problemas. Em lavouras de arroz, por exemplo, o solo encharcado impede a utilização de máquinas pesadas. Com o drone, segundo Sidney, o produtor consegue lançar sementes de forma ágil e eficiente, aproveitando o momento certo para o plantio.
Outro benefício é a redução de perdas na produção agrícola. O trator, ao circular pela plantação, causa amassamento de parte da área cultivada. O drone elimina esse impacto. “A economia que se tem só com a redução desse amassamento já é suficiente para pagar o investimento em um equipamento”, afirmou.
De acordo com o instrutor, essas funcionalidades consolidam o drone como um instrumento que vai além da pulverização. Para ele, cada nova aplicação encontrada reforça o papel da tecnologia como aliada do produtor, oferecendo soluções rápidas e rentáveis em diferentes etapas da produção.
