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O vereador José Lopes voltou a usar a tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco para criticar o projeto de lei encaminhado pela prefeitura em caráter de urgência, que prevê aumento de R$ 0,50 na tarifa do transporte coletivo pago pelos usuários e outros R$ 0,50 de subsídio por parte do município.
Segundo o parlamentar, a justificativa do Executivo de que o reajuste seria necessário por conta da alta no preço do diesel não se sustenta. “O diesel aumentou 51 centavos nos últimos dois anos. Eles estão pedindo o dobro desse valor”, afirmou.
Lopes lembrou ainda que a empresa Rico Transportes opera há quase cinco anos sem contrato formal e acumula denúncias de má prestação de serviço. “Todo dia a gente vê ônibus quebrando, passageiros no sol e na chuva, trabalhadores reclamando que não recebem salários e que não têm FGTS depositado. Já foram mais de R$ 200 milhões em subsídios. Para quê dar mais dinheiro a uma empresa que não cumpre suas obrigações?”, questionou.
O vereador disse que, enquanto a prefeitura prioriza o transporte coletivo com aportes milionários, faltam recursos para áreas básicas. “Falta água nos bairros, faltam vagas em creches, faltam mediadores nas escolas e terapias para crianças autistas. A única coisa que não falta nessa gestão é dinheiro para a RBTrans”, criticou.
José Lopes também cobrou explicações sobre a promessa feita pelo superintendente da RBTrans, Clendes Villas Boas, que garantiu no início do ano a abertura de licitação para novas empresas. “Até agora, nada foi feito. Não podemos aprovar aumento de contrato provisório. Queremos um transporte de qualidade, com ônibus novos e empresas que respeitem os trabalhadores e os passageiros. Só assim vamos discutir valores justos”, declarou.
Ele finalizou defendendo alternativas mais modernas, já adotadas em outras cidades. “Tem prefeituras no Brasil que oferecem transporte gratuito. Esse é um sonho que quero para Rio Branco, mas não com uma empresa provisória, com ônibus quebrados e trabalhadores sem salário.”
