Justiça também determinou bloqueio de bens durante a Operação Talha Real, que apura supostas irregularidades envolvendo recursos do Fundeb
Além do cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão em três municípios acreanos, a Operação Talha Real resultou em uma série de medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal para preservar as investigações conduzidas pela Polícia Federal.
Entre elas está a suspensão temporária das atividades de seis empresas que mantinham contratos com a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), além do bloqueio de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação envolve contratos que, juntos, ultrapassam R$ 51 milhões, todos relacionados à aplicação de recursos federais destinados à educação básica por meio do Fundeb.
A corporação apura indícios de possíveis irregularidades em processos licitatórios, execução contratual e movimentações financeiras relacionadas aos recursos públicos. O objetivo é identificar se houve desvio de verbas e eventual participação de agentes públicos e empresários.
Apesar das medidas judiciais já cumpridas, a Polícia Federal ainda não divulgou quais contratos específicos são investigados nem a identidade das seis empresas atingidas pela decisão judicial.
A operação foi realizada simultaneamente em Rio Branco, Senador Guiomard e Epitaciolândia, por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo das investigações, os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
O Correio Online acompanha o andamento da Operação Talha Real e busca identificar quais empresas tiveram contratos suspensos, quais contratos estão sob investigação e quais serviços eram executados com recursos do Fundeb.
