Fotos Ascom Joabe Lira
A Câmara Municipal de Rio Branco abriu espaço na Tribuna Popular, a pedido do vereador Joabe Lira (UB), para discutir a inserção da educação financeira nas escolas municipais. O debate contou com a presença de Marcelo Moura, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e líder do movimento Cidadania Empreendedora, além dos professores Cláudio Roberto e Emerson Marciano, que reforçaram a urgência de levar o tema para a base da educação infantil e fundamental.
Joabe destacou que a iniciativa dialoga diretamente com a Lei Municipal nº 2.287/2018, de autoria do então vereador Roberto Duarte, que institui a política de educação financeira no ensino público de Rio Branco. Segundo o parlamentar, o momento é de avançar com uma alteração legal que permita a parceria entre o poder público e a iniciativa privada, garantindo a implementação prática do conteúdo nas salas de aula.

“O endividamento traz consequências graves, que vão de problemas familiares a casos extremos de suicídio. É nosso papel harmonizar a lei municipal à estadual e criar mecanismos para que a política realmente funcione”, afirmou Joabe.
Na oportunidade, Marcelo Moura apresentou o projeto das Olimpíadas de Educação Financeira, já em andamento em onze escolas estaduais da capital. A proposta, construída em parceria com professores e consultores, utiliza cartilhas e metodologias lúdicas para preparar estudantes do 6º ao 9º ano. Em outubro, os melhores alunos serão premiados, com recursos captados junto à iniciativa privada e ao governo estadual.
“Mais de 80% da população brasileira está endividada. No Acre, quase 30% das famílias têm contas em atraso. As Olimpíadas são uma forma de despertar nos jovens a consciência sobre o uso responsável do dinheiro e criar agentes de transformação dentro de suas próprias casas”, ressaltou Marcelo.

Educação que muda cultura
O professor Cláudio Roberto reforçou que a proposta é mais do que um conteúdo escolar: trata-se de mudança cultural. “É difícil mudar hábitos de adultos já endividados. A transformação precisa começar na infância. Esse trabalho é um trabalho de cultura, e só com apoio dos vereadores poderemos avançar”, declarou.
Já o professor Emerson Marciano, da rede estadual, destacou que sua experiência com projetos de educação financeira já ganhou espaço no Ministério da Educação (MEC). Para ele, a Câmara tem papel central para garantir que a política alcance os anos iniciais.
“A educação financeira, quando implantada na base, forma jovens mais conscientes. Se tivéssemos esse conhecimento em sala de aula no passado, muitos de nós estaríamos hoje em situação financeira diferente. É hora de plantar essa semente”, disse.





