Foto: Portal Correio Online
A despedida de José Luiz Tchê do comando da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) foi marcada por um discurso carregado de memória institucional, afeto e projeção política. Em fala pública durante o ato, o secretário-adjunto Edivan Azevedo destacou o legado deixado por Tchê à frente da pasta e apontou o retorno dele à Assembleia Legislativa como um ganho direto para o setor produtivo do Acre.
Com quase quatro décadas de atuação na secretaria, Edivan resgatou o momento em que recebeu Tchê na secretaria, em janeiro de 2023, e relembrou o presságio feito à época: de que o então secretário se apaixonaria pela agricultura e retornaria ao Parlamento como um defensor ainda mais sensível das pautas do agro. “Hoje eu vejo esse presságio se cumprir. Você volta melhor do que quando chegou, com a vivência real da produção, do campo e das necessidades do setor”, afirmou.
Na avaliação do adjunto, a passagem de Tchê pela Seagri fortaleceu a interlocução entre o Executivo e o Legislativo e deixou frutos que vão além da gestão administrativa. “O setor ganha de graça um verdadeiro defensor na Assembleia”, disse, ao reforçar que a experiência prática na secretaria amplia a compreensão das políticas públicas voltadas à agricultura, à pecuária e à produção rural como um todo.
O discurso também abriu espaço para a transição interna. Edivan saudou a chegada da nova secretária, Temyllis Silva, destacando o entusiasmo com que ela tem se aproximado da rotina da pasta e do campo. Para ele, acompanhar a “semente lançada germinar e virar alimento” é um processo que cria vínculo, responsabilidade e compromisso com resultados concretos para a sociedade acreana.
Por fim, o secretário-adjunto fez questão de afastar qualquer leitura de disputa interna. Disse estar plenamente satisfeito em permanecer na função, colocando sua experiência à disposição da nova gestão. “O futuro do Estado passa pela agricultura, e o que nos move é entregar resultados. Você ganhou um fã de graça”, concluiu, dirigindo-se a Tchê, em um gesto que sintetizou o tom da despedida: institucional, fraterna e politicamente estratégica.
