Rio Branco, Acre - sábado, 14 março, 2026

Éber Machado pede junta médica para prefeito após perda de R$ 7,5 milhões em obra do Terminal Central

Foto reprodução

O clima esquentou na Câmara Municipal de Rio Branco, na sessão de quarta-feira, 14, após o vereador Éber Machado(MDB) denunciar que a capital acreana perdeu R$ 7,5 milhões em recursos federais que seriam destinados à ampliação do Terminal Urbano Central. O motivo: a prefeitura deixou de apresentar documentos básicos exigidos pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), que cancelou o convênio por falhas técnicas e ausência de informações essenciais.

Para o parlamentar, o caso é grave e merece intervenção do Ministério Público, do Tribunal de Contas e, segundo ele, até de uma junta médica. “Esse prefeito não tem condições mentais de governar”, disparou Éber, em um discurso inflamado que denunciou omissões, ironizou o chefe do Executivo e pediu uma resposta urgente das autoridades.

Recurso devolvido

O Terminal Urbano de Rio Branco, que diariamente recebe milhares de usuários em condições precárias, poderia estar em reforma desde 2021. Em vez disso, a estrutura segue deteriorada, com ferrugem, mau cheiro, banheiros sem água e risco real de acidentes. O que poucos sabiam — até agora — é que a cidade já teve recursos garantidos para a ampliação do espaço: R$ 7,5 milhões oriundos de emendas parlamentares dos senadores Alan Rick e Sérgio Petecão.

O convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e a Sudam foi assinado em 30 de dezembro de 2020. Segundo documentos divulgados pelo vereador, a gestão municipal foi notificada várias vezes sobre falhas no projeto, como a ausência de licença ambiental, estudos de viabilidade para água, luz e esgoto, além da falta de um plano de sustentabilidade e até de sinalização no projeto executivo.

“O terminal está caindo aos pedaços, a população sofre, e a Prefeitura esconde essa vergonha desde 2022! Sete milhões e meio jogados no lixo!”, protestou Éber. E acrescentou: “perder R$ 7,5 milhões por capricho político é um crime contra a cidade. Vamos ao Ministério Público! Vamos ao Tribunal de Contas! Isso não pode ficar assim”, disse ao lembrar ainda que o prefeito recentemente devolveu outra emenda, de R$ 1 milhão, que seria usada para construir casas de farinha.

O vereador questionou ainda um novo projeto enviado pelo Executivo à Câmara, que pede autorização para contratar R$ 67 milhões para a compra de ônibus — mesmo sem resolver problemas básicos da infraestrutura do sistema de transporte.

Ao final, o vereador pediu a criação de uma comissão para investigar o episódio e encaminhar o caso aos órgãos de controle.

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