A situação do transporte público na Capital voltou a ser tema de debate na Câmara Municipal de Rio Branco, durante a sessão de quarta-feira, 12. Na oportunidade, o vereador Eber Machado (MDB), relatou que muitos veículos utilizados na malha viária estão registrados em outros estados e operando de forma irregular, sem pagamento de IPVA, multas, licenciamento e seguros.
“Tenho documentos que comprovam que 14 veículos estão com as placas do Rio Grande do Norte. Todos estão trafegando irregulares e com déficit de mais de três anos de PVA, de seguro, de licenciamento, É crime!”, pontuou o emedebista ao destacar ainda que 63 dos 77 veículos que circulam na capital acreana estão em nome de terceiros, muitos com restrições judiciais.
Além disso, critica a fiscalização desigual, onde motoristas de aplicativos são perseguidos enquanto veículos de empresas de ônibus, que operam há anos sem regularização, não são fiscalizados. Ele enfatiza a necessidade de responsabilização e cumprimento das leis de trânsito.
“A lei diz que se eu comprar um veículo, terei um prazo mínimo de 30 dias contados da data da aquisição para providenciar a transferência do veículo para o meu nome, sob pena incorrência e infração de trânsito. Cadê o cumprimento da lei? Por quê tanta inercia em fiscalizar essa empresa?”, questiona.
E acrescenta: “o cumprimento da lei é obrigatório para os motos Uber, pais de família, que a todo tempo são impedidos de trabalhar devido essa fiscalização perseguidora, mas esse monte frota andando livremente na cidade em descumprimento a lei. Com eles ninguém mexe, cobra, impede de trabalhar. O prefeito falou tanto que ia abrir a caixa preta do transporte público, mas nunca fez nada. Me pergunto o que o motiva a ficar em total silêncio”.
Por fim, Eber apontou para a ineficiência do serviço prestado pela Ricco Transporte e falta de agilidade do Executivo Municipal em cobrar da empresa as melhorias necessárias para aprimorar o sistema de transporte.
“Todos os dias vemos vídeos nas redes sociais mostrando como é está a situação dos ônibus que estão transportando a nossa população aqui em Rio Branco. Serviço precário, sem qualidade e segurança. Veículos de dez, quinze, vinte anos, sucatas circulando na cidade”, ressaltou.
E finaliza: “recebi a denúncia de um amigo cadeirante que ficou mais de duas horas na parada de ônibus porque todos os coletivos que passavam não estavam com a plataforma que auxilia a subida da cadeira de rodas a entrar no ônibus, funcionando. Inaceitável!”.
