O vereador Éber Machado (MDB) voltou a utilizar a tribuna da Câmara de Rio Branco, na quinta-feira, 12, para fazer duras críticas à Prefeitura da capital e aos órgãos de controle do Estado. Em tom de desabafo, Éber questionou a falta de fiscalização sobre contratos milionários e denunciou o abandono de famílias vítimas das alagações, que segundo ele continuam sem assistência, mesmo com materiais estocados desde 2023.
“Isso aqui não é o Éber falando. É a voz do povo. Até agora, tem colchão guardado, enquanto famílias perderam tudo. Isso é desumano!”
A denúncia mais grave envolve a obra da Rua da Denoecas, orçada em quase R$ 9 milhões, contratada com uma empresa de fora do estado. Segundo o parlamentar, o local voltou a desmoronar mesmo após várias intervenções da Prefeitura. “Joga-se dinheiro público no lixo e ninguém faz nada. Onde estão o TCE, o MP, o CREA?”, questionou.
Além disso, Éber reforçou que já formalizou denúncias ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e ao CREA, mas não obteve retorno concreto. “Será que esses órgãos têm medo do prefeito?”, provocou.
O parlamentar ainda questionou a resistência da base governista à abertura de CPIs sobre áreas críticas da gestão municipal. “Se a gestão fosse limpa, como o prefeito diz, ele autorizava a CPI da Saúde, do Transporte Público e do Assalto a Rio Branco”, disparou.
Durante o pronunciamento, Éber exibiu vídeos e fotos mostrando colchões armazenados desde o ano passado e que, segundo ele, não foram entregues às famílias atingidas pela enchente. “Enquanto isso, o povo do São Paulo II, da Baixada e de tantos outros bairros está dormindo no chão.” “Essa prefeitura não chegou porque não quis. E quando eu falo, dizem que é política. Não, isso é justiça social. Isso é dignidade.”
