O vereador Éber Machado, em pronunciamento na sessão de quinta-feira, 24, cobrou explicações do Executivo Municipal acerca do destino dos recursos públicos e a atuação dos órgãos de controle diante do que chamou de “descumprimentos escancarados de contratos”.
Ao citar sobre os problemas recentes na Ponte do Judia, o parlamentar reforçou já havia alertado, com base em laudos técnicos, sobre a fragilidade da cabeceira daquela obra, que recentemente voltou a apresentar falhas graves. Segundo ele, o trabalho, executada por uma empresa de fora do estado, consumiu mais de R$ 8 milhões e já demanda nova intervenção.
“A prefeitura chegou a tentar colocar a Emurb para fazer o reparo. Mas a Emurb é uma empresa de tapa-buraco, não foi feita para assumir esse tipo de serviço estrutural”, criticou. O vereador cobrou a atuação imediata do Ministério Público e do Tribunal de Contas, alegando que a população está pagando por um serviço que já deveria ter sido garantido pela empresa responsável. “A obra foi feita, paga, e agora ninguém aparece para cumprir com a garantia”, afirmou.
Zona Azul: “operando na ilegalidade desde o início”
Além das críticas à infraestrutura urbana, Machado também direcionou sua fala para a operação da Zona Azul em Rio Branco, que segundo ele, funciona sem autorização legal da RBTrans desde que foi implantada.
“A empresa não poderia sequer ter iniciado os serviços. Desde o começo está irregular. E só depois da nossa denúncia é que a prefeitura notificou a operadora?”, questionou. O vereador afirmou ainda que a RBTrans e a Prefeitura agiram de forma conivente, permitindo a continuidade do serviço mesmo após constatar irregularidades em outubro de 2024.
O parlamentar pediu a devolução dos valores pagos pelos usuários e o cancelamento das multas emitidas com base em autuações ilegais. “Muita gente pagou por um serviço que não estava legalizado. Isso é grave e precisa ser corrigido. Não podemos deixar esse tipo de prática se consolidar em Rio Branco.”
Foto: Leandro Chaves
