Rio Branco, Acre - quarta-feira, 20 maio, 2026

Dr. Thor diz que Acre vive “mar de inércia” e critica incapacidade do Estado de avançar

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Foto Correio Omline

O médico e pré-candidato ao Governo do Acre, Dr. Thor Dantas, afirmou enxergar um estado travado administrativamente, sem capacidade de responder na velocidade necessária aos desafios enfrentados pela população. Durante entrevista ao podcast Correio em Prosa, do portal Correio On-line, Thor classificou o cenário atual como um “mar de inércia”. “O Estado está parado. A economia está parada”, afirmou.

Ao analisar a realidade acreana, o pré-candidato disse que o Acre vive um processo contínuo de lentidão administrativa, perda de eficiência e dificuldade de transformar potencial em desenvolvimento.

Segundo ele, a sensação de paralisia não está presente apenas nas grandes obras ou nos investimentos econômicos, mas também no funcionamento cotidiano do poder público. “Quando a gestão perde capacidade de execução, tudo começa a travar. Saúde trava. Infraestrutura trava. Economia trava”, declarou.

Thor afirmou que o problema do Acre hoje não pode ser explicado apenas pela falta de recursos financeiros, mas principalmente pela ausência de planejamento e capacidade técnica dentro da administração pública. “Muitas vezes o problema não é dinheiro. É incapacidade de fazer acontecer”, disse.

Durante a entrevista, o médico criticou o que chamou de cultura permanente do improviso dentro da gestão pública e afirmou que o Estado passou a funcionar apenas reagindo a crises, sem planejamento de longo prazo. “O Acre precisa voltar a ter direção, estratégia e capacidade de execução”, afirmou.

Thor também defendeu uma administração mais voltada para metas concretas e resultados práticos para a população. “As pessoas estão cansadas de discurso. Elas querem ver o Estado funcionando”, declarou.

Ao comentar sua entrada na política, o pré-candidato afirmou que decidiu disputar espaço público justamente por acreditar que o Acre perdeu capacidade de avançar administrativamente. “Eu entendi que não bastava apontar os problemas. Era preciso participar da construção das soluções”, concluiu.

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