Rio Branco, Acre - quinta-feira, 11 junho, 2026

Dos gramados para as barbearias: os cortes de cabelo que marcaram a história das Copas do Mundo

Dos gramados para as barbearias: os cortes de cabelo que marcaram a história das Copas do Mundo

Cortes de cabelo que marcaram a história das Copas do Mundo
Para o terror das barbearias mundo à fora, mais uma copa do mundo vem aí, o lugar onde diferentes culturas, tradições, estilos e claro, cabelos… se encontram.
Do clássico Cascão de Ronaldo aos cachos inconfundíveis de Valderrama, o maior torneio de seleções do planeta também serviu como vitrine para alguns dos penteados mais marcantes da história do esporte.
Alguns nasceram da superstição, outros da moda ou da personalidade dos jogadores. Todos, porém, conseguiram algo raro: sobreviver ao tempo e serem lembrados tanto quanto muitos gols e títulos.
A chegada de mais uma Copa do Mundo também marca o retorno de uma tradição fora das quatro linhas: os cortes de cabelo que logo viram tendência entre a garotada. Desta vez, Neymar foi um dos primeiros a revelar o novo visual para o torneio.
O camisa 10 resgatou um penteado semelhante ao que usava em 2018, quando atuava pelo PSG. Assim como naquele período, ele também apostou em fios mais claros e voltou a exibir o cabelo loiro.
Por isso, o g1 relembra alguns dos cabelos mais icônicos da história das Copas do Mundo.
Bobby Charlton (1970)
Bobby Charlton durante a Copa do Mundo de 1970
AFP
Um dos principais nomes da Inglaterra campeã do mundo em 1966, Bobby Charlton também ficou marcado pelo famoso comb-over.
O penteado, que consistia em deixar uma longa mecha atravessando a cabeça para esconder a calvície, virou uma de suas marcas registradas. Anos depois, o próprio ex-jogador admitiu que talvez não tenha sido sua melhor escolha estética.
Os cachos dourados de Carlos Valderrama (1990)
Carlos Valderrama em uma partida entre Colômbia e Emirados Árabes Unidos durante a Copa do Mundo de 1990
AFP
Poucos jogadores foram tão facilmente reconhecíveis quanto Carlos Valderrama, maestro da seleção colombiana, ele chamou atenção pelos enormes cachos loiros que se tornaram sua assinatura visual
O penteado ajudou a transformar o meio-campista em um dos rostos mais icônicos do futebol dos anos 1990.
Roberto Baggio e seu “Rabo de Cavalo Divino “(1994)
Roberto Baggio em uma partida entre Itália e Espanha pela Copa do Mundo de 1994
Timothy A. CLARY / AFP
O italiano Roberto Baggio chegou à Copa de 1994 exibindo o penteado que ficou conhecido como “O Rabo de Cavalo Divino “, a combinação de mullet e trança virou febre entre torcedores e ajudou a consolidar sua imagem como uma das grandes estrelas do torneio.
Apesar de ser lembrado pelo pênalti perdido na final contra o Brasil, o visual sobreviveu como um símbolo da moda da década.
As tranças de Taribo West (1998)
O zagueiro nigeriano Taribo West, ao chegar com seus companheiros de equipe, em 12 de junho, na estação de Nantes, oeste da França.
FRANK PERRY / AFP
O defensor nigeriano Taribo West transformou o cabelo em uma extensão do uniforme, na Copa de 1998, apareceu com tranças verdes que combinavam com as cores da seleção da Nigéria. Ao longo da carreira, manteve a tradição de adaptar as cores do penteado aos clubes que defendia.
O ‘loiro pivete’ da Romênia em 1998
Tunísia e Romênia pela copa do mundo de 1998
AFP
Nem sempre um cabelo marcante pertence a apenas um jogador, na Copa da França, a seleção da Romênia surpreendeu ao aparecer com praticamente todo o elenco exibindo cabelos descoloridos, aqui no Brasil conhecido como ‘Loiro Pivete’.
A ideia era fortalecer o espírito de grupo e criar uma identidade visual para a equipe, o resultado foi um dos visuais coletivos mais lembrados da história dos Mundiais.
David Beckham e seu moicano (2002)
David Beckham no treinamento da seleção inglesa para a Copa do Mundo de 2002
AFP
David Beckham já era um fenômeno de popularidade quando apareceu na Copa de 2002 usando um moicano, o penteado rapidamente virou tendência e foi copiado por jovens em diversos países.
Mais do que uma escolha estética, o visual ajudou a consolidar Beckham como um dos maiores ícones de estilo da história do futebol.
O ‘Cascão’ de Ronaldo Fenômeno (2002)
Ronaldo Fenômeno comemorando gol contra a Turquia na Copa do Mundo de 2022
AFP
Nenhum corte de cabelo em Copa do Mundo gerou tanta repercussão quanto o de Ronaldo em 2002, atacante brasileiro raspou praticamente toda a cabeça e deixou apenas uma faixa de cabelo na parte da frente.
Anos depois, revelou que o objetivo era desviar a atenção da imprensa sobre uma lesão, a estratégia funcionou: o Brasil foi campeão, Ronaldo marcou dois gols na final e o corte entrou para a história.
Seja lá o que José Luis Perlaza quis fazer com o cabelo em 2006
O defensor José Luis Perlaza da seleção equatoriana no banco durante a Copa do Mundo de 2006
AFP
Se Ronaldo foi ousado, o equatoriano José Luis Perlaza elevou a ideia a outro nível… o defensor apareceu na Copa de 2006 com uma combinação pouco convencional: fios mais longos na parte da frente, cabeça praticamente raspada e cabelo comprido na nuca. O resultado foi um dos visuais mais extravagantes já vistos em um Mundial.
A única trança de Rodrigo Palacio (2014)
Rodrigo Palacio durante a Copa do Mundo de 2014
AFP
A famosa trança fina na nuca de Rodrigo Palacio não nasceu por motivos estéticos, o atacante argentino acreditava que o penteado lhe dava sorte e se recusou a cortá-la.
Em entrevistas, chegou a explicar a superstição de forma simples: “Quando as coisas estão dando certo, não há motivo para mudar.”
Neymar e seu topete excêntrico em 2018
Neymar na partida de Brasil e Suíça pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2018
AFP
Conhecido por mudar constantemente o visual, Neymar escolheu para a Copa de 2018 um topete descolorido que rapidamente virou assunto dentro e fora dos gramados.
O penteado dividiu opiniões e gerou memes nas redes sociais, entre as brincadeiras mais famosas esteve a do ex-jogador francês Eric Cantona, que publicou uma foto com macarrão na cabeça acompanhada da legenda: “Estilo Neymar”.

Fonte: G1

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