Rio Branco, Acre - sábado, 21 março, 2026

Dois meses após desaparecer ao sair de casa, idoso de 87 anos segue sem paradeiro em Rio Branco

Foto: Arquivo Pessoal 

Foto: Arquivo Pessoal 

O desaparecimento do aposentado Pedro Vilchez, de 87 anos, completa dois meses sem respostas em Rio Branco. Ele foi visto pela última vez no dia 18 de janeiro, quando saiu de casa, no bairro Alto Alegre, para comprar um refrigerante para o almoço da família e não retornou. Desde então, familiares vivem uma rotina de incerteza e mobilização em busca de informações sobre o paradeiro do idoso.

De acordo com a neta, Tauane Vilchez, a família realizou buscas intensas logo após o desaparecimento, percorrendo diferentes regiões da cidade e distribuindo cartazes. A última imagem registrada de Pedro foi captada por uma câmera de segurança no Ramal do Mutum, local onde ele aparece caminhando com as mesmas roupas que usava ao sair de casa: calça jeans, blusa e chapéu brancos.

“Fizemos buscas por quase um mês inteiro e, sempre que surgia alguma pista, íamos verificar. Também passamos uma semana no Ramal do Mutum procurando por ele, mas não encontramos nada. Recebíamos ligações de pessoas que diziam ter visto alguém parecido, mas nenhuma informação se confirmou. É uma angústia constante”, relatou a familiar.

Após o registro do desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas no dia 20 de janeiro, concentrando os trabalhos principalmente nos ramais do Mutum e Plácido, onde o idoso teria sido visto pela última vez. As operações contaram com o uso de cães farejadores e de um veículo aéreo não tripulado (Vant), mas não resultaram na localização de pistas concretas.

Pedro Vilchez, que é natural de Boca do Acre, no Amazonas, estava em Rio Branco há cerca de quatro meses para tratamento de saúde. Segundo a família, ele já havia morado anteriormente na capital e conhecia bem a região, o que aumenta a preocupação diante da falta de informações. O idoso possui problemas cardíacos e de audição.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o aposentado possa ter se desorientado e não conseguido retornar para casa. Até o momento, não há indícios de crime, e as investigações seguem com base em informações repassadas por testemunhas e possíveis avistamentos, que até agora não se confirmaram.

Sem novos elementos, as buscas presenciais foram suspensas, mas equipes de segurança voltaram ao Ramal do Mutum no início de fevereiro para uma nova varredura, também sem sucesso.

A família reforça o pedido de ajuda da população. Qualquer informação que possa contribuir para localizar o idoso deve ser repassada à Polícia Civil pelo telefone 190, ao Corpo de Bombeiros pelo 193 ou diretamente aos familiares.

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