Rio Branco, Acre - quarta-feira, 17 junho, 2026

Doenças da tilápia entram em monitoramento obrigatório e acendem alerta na piscicultura acreana

Peixe

Produtores de tilápia em todo o país passaram a contar com novas exigências sanitárias após atualização das regras do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida inclui duas doenças virais da espécie na lista nacional de enfermidades de notificação obrigatória, reforçando o monitoramento da atividade aquícola e a prevenção de prejuízos à produção.

As novas determinações estabelecem que qualquer suspeita ou confirmação do Parvovírus da Tilápia (TiPV) e do Tilapinevírus (TiLV) deve ser comunicada às autoridades sanitárias em até 24 horas. As doenças são consideradas preocupantes por seu potencial de causar mortalidade nos plantéis e impactos econômicos aos produtores.

Embora a piscicultura acreana seja tradicionalmente voltada para espécies nativas, como tambaqui, pirarucu e matrinxã, a criação de tilápia vem ampliando espaço em empreendimentos aquícolas do estado. Com isso, o reforço na vigilância sanitária passa a exigir atenção redobrada dos criadores.

A obrigatoriedade da comunicação não se restringe aos produtores. Profissionais que atuam em laboratórios, instituições de pesquisa, assistência técnica, ensino e inspeção sanitária também deverão informar imediatamente qualquer ocorrência suspeita das enfermidades.

A atualização das normas faz parte da estratégia nacional de fortalecimento da sanidade aquícola e busca ampliar a capacidade de resposta diante de eventuais surtos, contribuindo para a proteção da produção e para a competitividade do setor nos mercados nacional e internacional.

Especialistas destacam que a identificação precoce de doenças e a comunicação rápida aos órgãos responsáveis são fundamentais para evitar a disseminação de agentes infecciosos e preservar a sustentabilidade da atividade aquícola.

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