Foto: Portal Correio online
A vida tem aromas que mudam destinos. Para o jornalista Luízio Oliveira, servidor da Prefeitura de Rio Branco, o cheiro de café torrado transformou uma paixão de bastidor em história própria. No sábado, 4, ele estreou uma nova identidade: a de cafeicultor, lançando oficialmente a marca “Meu Café” durante o Festival da Macaxeira e do Agronegócio.
Produzido em Acrelândia, o café nasceu de um hobby que virou propósito. “Sou jornalista, já fiz várias reportagens sobre produtores de café. Em uma dessas experiências, me apaixonei pelas histórias e decidi viver uma delas”, contou, entre sorrisos e mãos marcadas pelo trabalho no campo.

Em um hectare e meio de terra, a família Oliveira cultiva cinco mil pés de café. Foram dois anos de manejo, aprendizado e dedicação até chegar à primeira colheita — e dela surgiu o lote inaugural do “Meu Café”, torrado artesanalmente em duas versões: média e média escura, pensadas para realçar o aroma encorpado e o caráter regional do grão acreano.
“Estou aprendendo, errando, corrigindo, até chegar à qualidade que a gente sonha. É um processo difícil, mas apaixonante. Você se apaixona pelo café, e ele passa a fazer parte da sua vida”, diz Luízio, com o brilho de quem acredita na força das pequenas conquistas.

A proposta é simples, mas cheia de verdade: ouvir o público, ajustar a torra e aperfeiçoar o sabor até encontrar a identidade definitiva do produto. “É uma fase de testes. Quero saber o que as pessoas acham, qual torra preferem. O sonho só se realiza quando a gente se permite sonhar”, resume.
Mais do que um lançamento, “Meu Café” representa uma nova safra de histórias — a de um comunicador que, entre a caneta e o campo, decidiu escrever com as próprias mãos o próximo capítulo da cafeicultura acreana.
