Foto: GTFI
A produção e a distribuição de alimentos no Brasil contam cada vez mais com o trabalho feminino em diferentes etapas da cadeia de abastecimento. Da colheita e beneficiamento de produtos agrícolas ao transporte de cargas pelas rodovias do país, histórias de mulheres revelam como a presença feminina tem se ampliado em atividades que historicamente foram dominadas por homens.
No campo, agricultoras e extrativistas seguem responsáveis por uma parte importante da produção de alimentos consumidos pelas famílias brasileiras. Em regiões rurais, o trabalho feminino se estende desde o cultivo e a coleta de produtos até o beneficiamento e a comercialização, muitas vezes conciliado com os cuidados com a casa e a família.
A presença das mulheres também avança no transporte rodoviário de cargas. Dados do Ministério dos Transportes indicam que o número de caminhoneiras cresceu cerca de 58% na última década, superando 32 mil profissionais na atividade. Muitas delas atuam no transporte de grãos e produtos agrícolas, conectando áreas produtoras aos centros de armazenamento e distribuição.
Apesar da expansão, profissionais que atuam nas estradas ainda relatam desafios como preconceito, falta de infraestrutura adequada e ausência de espaços preparados para atender mulheres em postos e terminais logísticos. Mesmo assim, trajetórias de agricultoras, operadoras de armazéns e caminhoneiras mostram que o alimento que chega ao prato dos brasileiros percorre um caminho cada vez mais marcado pela presença feminina.
