Dívida pública sobe para 79% do PIB em novembro e acende alerta fiscal no país

Foto: Internet 

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A dívida bruta do Governo Geral voltou a crescer no fim de 2025 e alcançou 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro, segundo dados oficiais das estatísticas fiscais. O índice representa avanço em relação a outubro e reforça o sinal de pressão sobre as contas públicas em um cenário de juros elevados e crescimento econômico mais moderado.

O aumento da dívida foi influenciado principalmente pelo impacto dos juros nominais, pela emissão líquida de títulos públicos e pela dinâmica do PIB nominal, que cresceu em ritmo inferior ao necessário para conter o avanço proporcional do endividamento. Em valores absolutos, o estoque da dívida já ultrapassa a marca de R$ 10 trilhões.

A Dívida Bruta do Governo Geral engloba os compromissos financeiros da União, do INSS e dos governos estaduais e municipais. O indicador é acompanhado de perto por economistas e agentes do mercado por refletir a capacidade do país de sustentar suas obrigações financeiras e manter estabilidade fiscal ao longo do tempo.

A trajetória recente interrompe um período de relativa acomodação observado após a fase mais crítica da pandemia, quando a dívida chegou a superar 85% do PIB. Desde então, oscilações vêm sendo registradas, com tendência de alta ao longo de 2025, impulsionada pelo custo do serviço da dívida e pelo desequilíbrio entre receitas e despesas públicas.

O avanço do endividamento ocorre em meio ao debate sobre o cumprimento das regras fiscais e os desafios para 2026, ano que exigirá maior controle das contas públicas para evitar novos desequilíbrios. Especialistas avaliam que a sustentabilidade da dívida dependerá do crescimento econômico, da redução estrutural do déficit e da condução da política fiscal nos próximos meses.

 

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