Rio Branco, Acre - sábado, 07 março, 2026

Desemprego sobe para 6,8% no início de 2025, aponta IBGE

Foto Internet

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na sexta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do aumento, o percentual ainda mantém o Brasil abaixo dos níveis de desemprego registrados em anos anteriores, sendo a menor taxa de desocupação já registrada para o mês de fevereiro desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Embora o índice de desocupação tenha subido em relação ao trimestre anterior, a alta segue um padrão sazonal da PNAD Contínua, que registra tradicionalmente uma maior procura por trabalho no primeiro trimestre de cada ano. O crescimento da população desocupada foi de 10,4%, atingindo 7,5 milhões de pessoas. No entanto, quando comparado ao mesmo período de 2024, o número de desempregados foi 12,5% inferior.

Por outro lado, o rendimento médio dos trabalhadores no país atingiu um recorde de R$ 3.378, valor também histórico desde o início da série. Além disso, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu, alcançando 39,6 milhões de pessoas. A taxa de desocupação também registrou queda em relação ao ano passado, ficando 1,0 ponto percentual abaixo do percentual observado no mesmo trimestre de 2024.

Setores

Dos dez grupamentos de atividade pesquisados pelo IBGE, três apresentaram recuo no número de ocupados, construção (-4,0%, ou menos 310 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,5%, ou menos 468 mil pessoas) e serviços domésticos (-4,8%, ou menos 290 mil pessoas).

No trimestre encerrado em janeiro de 2025, a taxa ficou em 6,5%, abaixo dos 6,8% do período terminado em fevereiro. Mas o IBGE não faz a comparação entre os intervalos imediatamente seguidos, pois há meses que se repetem nos dois períodos (dezembro e janeiro), o que distorce a comparação.

Ocupados e carteira assinada

No trimestre encerrado em fevereiro, a população ocupada no país era de 102,7 milhões de pessoas. O contingente é 1,2% menor que o do período terminado em novembro (1,2 milhão de pessoas a menos), mas 2,4% maior que o do mesmo período do ano passado (2,4 milhões de pessoas a mais).

A pesquisa do IBGE aponta ainda que o país alcançou recorde no número de trabalhadores com carteira assinada. Eram 39,6 milhões de contratos, o maior volume desde o início da série histórica, em 2012. Em um ano, foram 1,6 milhões de pessoas a mais (+4,1%) com a carteira assinada.

O estudo do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade – trabalhadores que não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e 13º salário – teve “ligeira redução”, indo a 38,1% da população ocupada, o que representa 39,1 milhões de trabalhadores informais. Tanto no trimestre encerrado em novembro e no mesmo período de 2024, a taxa estava em 38,7%. (Com informações da Agência Brasil)

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