Deputado Marcus Cavalcante pede menos burocracia e mais apoio ao produtor rural

Foto: Sérgio Vale

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Durante sessão na Assembleia Legislativa do Acre, o deputado Marcus Cavalcante (PDT) voltou a defender o agronegócio como base econômica do Estado e a pedir mais incentivo aos produtores rurais. O parlamentar afirmou que o setor enfrenta entraves que poderiam ser reduzidos com políticas de crédito acessível, assistência técnica constante e menos burocracia no campo.

Ao destacar que o agronegócio é um dos pilares da economia nacional, Cavalcante disse que o Estado precisa tratar os produtores com mais respeito e condições de trabalho. “Se hoje o Brasil tem estabilidade na mesa do povo, é por causa de quem planta e cria. Precisamos apoiar o agricultor com linhas de financiamento e juros baixos, em vez de travar o crescimento”, ressaltou.

O deputado também criticou a postura de órgãos ambientais como o Ibama e o ICMBio, que, segundo ele, têm agido com rigor excessivo em propriedades familiares. “Não é possível que quem luta para produzir seja tratado como criminoso. Essa política de multas e embargos não constrói desenvolvimento, só desanima quem vive do campo”, afirmou.

Cavalcante relembrou o histórico das políticas de incentivo à produção rural no Acre, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, quando o governo estimulava a abertura de áreas para criação de gado. Ele argumentou que, mesmo com avanços na legislação ambiental, o Estado acabou penalizado. “O Acre é um dos que mais preservam e um dos que menos crescem. É preciso reconhecer esse esforço e buscar equilíbrio entre proteger e produzir”, avaliou.

O parlamentar defendeu que o desenvolvimento sustentável só será possível com segurança jurídica e agilidade nos licenciamentos ambientais. “Não queremos ilegalidade, queremos condições para trabalhar. Produzir é gerar renda, é movimentar o Estado”, disse.

Em seu discurso, Cavalcante também citou reflexões dos ex-ministros Aldo Rebelo e Roberto Rodrigues, presentes em um congresso de agronomia do qual participou recentemente. Ele destacou o alerta feito por Aldo sobre a influência de organizações não governamentais nas decisões do Ministério do Meio Ambiente e reforçou a importância do agronegócio diante dos desafios globais.

“Temos três grandes preocupações no mundo de hoje: a fome, a energia e a desigualdade. E quem tem condições de enfrentar isso é o agronegócio brasileiro. Nenhum país tem a riqueza de terras, água e clima que o Brasil possui”, enfatizou.

Por fim, o deputado reafirmou que o Acre precisa destravar seus potenciais produtivos. “Temos recursos naturais abundantes. O que falta é transformar isso em prosperidade para o nosso povo”, concluiu.

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